Projeto de extensão integra o meio acadêmico e a periferia

Veja a chamada para o programa, que será exibido neste sábado, 10 de novembro, às partir das 07h, na Rede Globo.

Manifestações artísticas e os muitos saberes da periferia ganham espaço no Globo Universidade deste sábado, dia 10. O programa apresenta a Universidade das Quebradas, da UFRJ, projeto de extensão que aproxima o meio acadêmico dos produtores e agitadores culturais da cidade promovendo aulas e encontros sobre cultura, literatura, artes visuais, cinema e música uma vez por semana. O repórter Paulo Mario Martins conversa com os alunos, professores e cidadãos que vêm estabelecendo a integração entre essas diferentes tribos.

O repórter entrevista a coordenadora da Universidade das Quebradas, Beá Meira, que explica o nome do projeto. “Quebradas significa um lugar difícil de chegar”. A coordenadora conta que o objetivo é aproximar os locais menos acessíveis e distantes para dentro do universo acadêmico. “É muito ousado. Trabalhamos tematicamente dentro de um programa e mudamos a cada ano para que os alunos possam continuar frequentando. A ideia é fomentar a vontade de estudar nessas pessoas”, diz.

Uma das pesquisadoras mais conceituadas do país, Heloísa Buarque de Hollanda, também participa do Globo Universidade deste sábado e destaca como funciona o processo de seleção para o projeto. “Temos um edital a cada ano. Não é necessário ter um diploma universitário, mas é preciso ser um bom profissional. A pessoa será avaliada de acordo com a sua função artística”, explica uma das idealizadoras da Universidade das Quebradas.

O Globo Universidade apresenta também os “quebradeiros”, alunos das periferias que interagem e trazem novos conhecimentos para o projeto. O repórter Paulo Mario Martins entrevista João Griot, ator, artista circense e contador de histórias de São João de Meriti, cidade localizada na Baixada Fluminense. “Acredito que a troca de saberes entre o meio acadêmico e a comunidade é muito importante porque cria novos seres que irão pensar a cultura de uma forma diferenciada”, analisa.
O programa mostra, ainda, a história de Marilene Gonçalves, cabeleireira de penteados afro, que levou seu conhecimento sobre a cultura e identidade negra para as salas de aulas da Universidade das Quebradas. “Antes eu achava que era uma ignorante. Mas vi que também sei muita coisa. O projeto abriu o meu campo de visão”, conta a “quebradeira” que não tem o ensino médio completo, mas que planeja escrever um livro com incentivo de uma das coordenadoras da Universidade.

O quadro “Nota 10” apresenta a TV Hare, um canal de televisão na web criado para dar espaço e visibilidade a artistas da periferia. Já o “Eu Amo Meu Trabalho” mostra a rotina de uma produtora cultural e ex-aluna do projeto que elabora, gerencia e produz projetos de educação e cultura com estudantes.

Criado em 1999, o Globo Universidade tem como missão compartilhar experiências para somar conhecimento. Para que isso aconteça, estabelece uma relação de parceria permanente com o meio acadêmico. Por meio da realização de debates, seminários, publicações e apoio a pesquisas, o Globo Universidade contribui para a produção e divulgação científica, além da formação de futuros profissionais. Desde 2008, o Globo Universidade também está presente na grade de programação da Rede Globo: todos os sábados, às 7h, o programa exibe reportagens sobre as principais universidades do Brasil e do mundo. Em 2011, a atração passou a integrar a grade Globo Cidadania, que conta também com os programas Globo Ciência, Globo Educação, Globo Ecologia e Ação.