[Polêmica] Ainda somos uma nação de chuteiras? por Marildo José Nercolini 1 Este texto são apontamentos sobre a questão do futebol, feita por alguém que não é, nem pretende ser, um especialista no tema, mas sim alguém que está interessado em pensar esse fenômeno como um dos elementos importantes para se pensar a cultura contemporânea, sobretudo num país como o nosso onde o futebol há muito se constitui num dos tópicos principais na construção da identidade nacional, do sentimento de brasilidade e fonte privilegiada do combalido "orgulho nacional". A intenção é, despretensiosamente, levantar questões e fomentar o debate, mais que apresentar conclusões cabais.

No Brasil, percebe-se claramente uma estreita ligação entre futebol e a construção da nação, essa "comunidade imaginada", na afirmação de Anderson, cujo processo de construção implica o esquecimento de determinados fatos e a eleição de outros, para se conseguir congregar uma nação "todos como um". Constrói-se toda uma tradição, que Hobsbawn chama de "tradição inventada". Mário Filho e seu livro "O Negro no futebol brasileiro", foi lapidar nessa aspecto, como aponta Antonio Soares em seu texto "História e a invenção de tradições no futebol brasileiro". Mário teria estabelecido em seu livro uma seleção de fatos para comprovar a sua tese do papel fundamental do negro e do mulato na maneira diferenciada do brasileiro jogar futebol, mediante improvisação baseada na experiência corporal, na forma sedutora de jogar o rígido esporte inglês, "num estilo cheio de floreios, de dança, de ginga e malícia", diferenciando-se do "aristocrático, disciplinado e coletivo futebol inglês". Não parece acaso que tenha sido Gilberto Freyre o autor do prefácio da primeira edição do livro de Mário. Antônio Soares, para comprovar sua hipótese, resgata um artigo jornalístico de Freyre, escrito em 38, em que se percebe claramente a relação que Freyre estabelece entre futebol brasileiro, negros e mulatos e identidade nacional. O título já diz tudo: "Foot-Ball mulato":

Um repórter me perguntou anteontem, o que eu achava das admiráveis performances brasileiras nos campos de Strasburgo e Bordeaux. Respondi ao repórter (...) que uma das condições de nosso triunfo, este ano, me parecia à coragem, que afinal tivéramos completa, de mandar à Europa um time fortemente afro-brasileiro. Brancos, alguns, é certo; mas grande número, pretalhões bem brasileiros e mulatos ainda mais brasileiros. (...) O nosso estilo de jogar futebol me parece contrastar com o dos europeus por um conjunto de qualidades de surpresa, de manha, de astúcia, de ligeireza e ao mesmo tempo de espontaneidade individual em que se exprime o mesmo mulatismo de Nilo Peçanha, que foi até hoje a melhor afirmação na arte política. Os nossos passes, os nossos despistamentos, os nossos floreios com a bola, há alguma coisa de dança ou capoeiragem que marca o estilo brasileiro de jogar futebol, que arredonda e adoça o jogo inventado pelos ingleses e por outros europeus jogado tão  angulosamente, tudo isso parece exprimir de modo interessantíssimo para psicólogos e os sociólogos o mulatismo flamboyant e ao mesmo tempo o malandro que está hoje em tudo que é afirmação verdadeira do Brasil. Na construção dos mitos dentro do futebol brasileiro, que tem em Pelé e Garrincha - e hoje Ronaldinho Gaúcho -, como os grandes exemplos, predomina um discurso construído de maneira a destacar o caráter "natural" dos nossos grandes jogadores; parece que eles já nasceram com talento e genialidade para jogar, gingar com a bola, não necessitando esforço, treino, táticas... O protótipo parece ser o malandro, Macunaíma, o jeitinho brasileiro... Uma identidade "malandra", onde "nosso jeitinho" tudo solucionaria, afinal nossa esperteza macunaímica não precisa de ajustes e melhorias. O futebol ainda visto como a possibilidade utópica de construir um país de iguais, sem distinção de cor, raça e classe social. Seríamos, nessa visão romantizada - e ainda saudosisticamente resgatada por alguns -, uma nação do futuro; bastaria esperarmos, deitados em "berço esplêndido", o momento em que seremos reconhecidos lá fora como tal, assim como nosso futebol e nossos jogadores já o são. Mas o fato é que tanto a identidade nacional quanto o futebol passaram por transformações e as suas análises precisam ser matizadas.

A identidade nacional não é mais vista enquanto atributo natural adquirido pelo sujeito por pertencer à determinada nação. Não nascemos com uma identidade nacional, ela é formada e transformada de acordo com as representações que vamos adquirindo e criando. Nação é, resgatando Benedict Anderson (1989), uma comunidade imaginada com suas instituições culturais, seus símbolos e representações, com seu modo de construir  sentidos e, portanto, de construir identidades.

Os limites nacionais encontram-se imprecisos e móveis. Hoje se torna ilusório pensarmos em termos de nação a partir de pressupostos como o de um povo puro, com uma história homogênea construída pelos heróis nacionais. Se não há mais centros únicos, irradiadores da verdade a ser seguida e aplicada como regra, também não há mais nações com esses pressupostos. As fronteiras nacionais inventadas e fixas, a separar "nós e outros", "ordem e desordem", "cosmos e caos", "verdade e impostura", não mais se sustentam.

As transformações constantes na tecnologia, nas telecomunicações, na forma de trocas e na produção de bens culturais e econômicos acabam por tornar instáveis as identidades fixas, baseadas em noções espaços-temporais de etnia e/ou nação. Para Hall (1997) essa crise de identidade decorre, entre outros fatores, do deslocamento de estruturas e dos processos centrais das sociedades modernas, acrescidas pelo abalo em seu quadro de referências. Temos, então, uma identidade descentrada, deslocada e fragmentada; portanto, mais móvel.

Ao se acentuarem os contatos e as trocas entre culturas, acentua-se também o processo de deslocamento das identidades nacionais, colocando em pauta o hibridismo, a transculturação. O local e o global imbricam-se originando articulações novas. O local é penetrado e moldado por influências sociais muito distantes dele, mas, ao mesmo tempo, esse local acaba por transformar o global, numa interação de mão dupla. A difusão do consumismo, real ou imaginado, contribui para esse efeito de "supermercado cultural", desalojando e desvinculando as identidades de tempo e espaços restritos.

García Canclini é inovador em sua reflexão sobre identidades pois a relaciona diretamente com o consumo. Para ele as identidades hoje são definidas e configuradas no consumo, isto é, no acesso que alguém tem, ou que poderia ter, aos bens materiais, estéticos e culturais produzidos. Ocorre, portanto, a redefinição do senso de pertencimento e identidade, "organizado cada vez menos por lealdades locais ou nacionais e mais pela participação em comunidades transnacionais desterritorializadas de consumidores" (García Canclini, 1995: 28).

Nessa linha de reflexão, talvez fosse interessante se pensar as reapropriações feitas do futebol na era da globalização. Transformado em mega-evento global, o futebol foi atravessado pela lógica do mercado e visto como produto mercantil. Alguns clubes, como o Real Madrid e o Manchester, são das empresas que mais geram lucros.

No futebol - e também na música, é importante não esquecer - ainda o brasileiro reconhece como válidas o adágio popular: "Aqui, em tudo se plantando, dá". No imaginário construído da nação brasileira, permanecemos como o celeiro dos grandes craques da bola. Para comprovar bastaria pensarmos na quantidade de atletas exportados para o mercado mundial do futebol - Europa, Ásia, América..., sobretudo para os principais clubes europeus, detentores dos principais e mais reconhecidos jogadores brazucas, que também são os mais reconhecidos jogadores mundiais da atualidade. E nem por isso deixamos de continuar a produzir craques, jogadores "fora-de-série", que ano após ano aparecem em nossos gramados e que logo em seguida serão os substitutos daqueles e absorvidos novamente pelos mais ricos clubes estrangeiros.  Na indústria do futebol e no mercado cada vez mais poderoso por ela criado, o Brasil foi se transformando no principal fornecedor de matéria-prima: o jogador. Transformado em produto, e de primeira necessidade, o jogador brasileiro alimenta o concorrido e cada vez mais lucrativo mercado do futebol, alçado a categoria de grande astro nos mega-espetáculos midiáticos que são os campeonatos europeus, onde reinam soberanas as mega-empresas como o Manchester United, o Barcelona e o Real Madrid - para citar os exemplos mais óbvios.

Sem dúvida, a Copa do Mundo é o auge de toda essa indústria. De quatro em quatro anos ela galvaniza as atenções de todos os cantos do planeta, transformando o futebol num dos maiores mega-espetáculos massivos globais, capaz de movimentar cifras financeiras astronômicas, além das mentes e corações ao redor do planeta. É claro que podemos ainda pensá-la como uma grande encenação, em que os atores-jogadores são levados a encarnar  a pátria que representam, numa encenação "aceitável", "politicamente correta" da guerra, incumbidos de afirmar a identidade de suas nações diante das outras, como representantes de todos os outros "patriotas-torcedores". Mas também é mais claro ainda que esse tipo de análise precisa ser matizado com a nova realidade que vivemos contemporaneamente: o futebol como um global mega-evento comercial. Aliás a Copa do Mundo é certamente um dos produtos mais rentáveis no mundo do espetáculo midiático, com uma das maiores audiências globais. Não custa lembrar que entre as centenas ou milhares de produtos comercializados nesse período, as partidas de futebol são um deles e, talvez, nem o mais importante, pois em alguns momentos parecem meros detalhes, um elemento a mais na grande engrenagem mercadológica.

Pablo Alabarces, argentino e pesquisador, com vários estudos sobre o futebol, na introdução do livro por ele compilado "Peligro de Gol", aponta que na América Latina o esporte em geral e o futebol em particular sofreram e ainda sofrem de uma "paradoxal desatenção" por parte dos pesquisadores acadêmicos. Mesmo sendo um elemento fundamental para se pensar, por exemplo, a sociedade brasileira e a argentina, o futebol foi deixado de lado por muito tempo e os estudos são poucos e muito recentes. Por muito tempo mantiveram-se restritos à narrativa ficcional/literária, ou permaneceram nas mãos do jornalismo especializado. Louváveis, portanto, são os trabalhos feitos, mais sistematicamente, a partir dos anos 90, por pesquisadores latino-americanos ligados a CLACSO, além daqueles empreendidos na UNICAMP, na UERJ, na Universidade Gama Filho e no Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ. 2

Mesmo que tardiamente, a academia latino-americana tem se voltado nos últimos anos para os estudos sobre os esportes em geral e o futebol em particular, enquanto fenômenos da cultura massiva mais consumidos em escala mundial. Se são louváveis os incipientes estudos feitos sobre futebol, no entanto, é necessário, como nos lembra muito apropriadamente Alabarces, ter presente alguns cuidados nas análises: evitar a banalização e os excessos.

Alabarces afirma que: "Si el deporte constituye un objeto de primer orden em la vida cotidiana, se encuentra permanentemente expuesto a banalización". Necessário, portanto, um olhar crítico e distanciado, para o pesquisador não se deixar engolir pelo objeto e não cair num discurso apaixonado, muito freqüente quando se discute futebol - "uno de los mejores repertorios del lugar común y la obviedad disfrazada con tono de sabiduría". Um olhar crítico que dê conta, ainda de acordo com o pesquisador argentino, das transformações pelas quais passou e passa a cultura latino-americana, com uma constante e avassalante captação que as indústrias culturais produzem sobre os repertórios, as práticas, as gestualidades, entre as quais as geradas pelo futebol. Se, por exemplo, são importantes os estudos relacionando futebol e formação das identidades nacionais, não podem ser esquecidos que tanto a identidade nacional precisa ser rediscutida com outros parâmetros, quanto o futebol, que passou por transformações que o levam para muito mais além de um elemento identitário nacional, para um produto da indústria cultural e midiática em escala global, com todas as conseqüências decorrentes, como anteriormente apontadas.  Se a cultura popular não mais pode ser vista como o repositório da pureza a ser preservada, nem tampouco como expressão constituída à margem da sociedade, também o futebol, uma dessas expressões, não pode continuar sendo visto simplesmente com um olhar saudosista e romantizado. A cultura popular e o futebol, uma de suas manifestações, foram e são constantemente ressemantizados, novos sentidos são construídos; estão, enfim, em meio a disputas sociais, sujeitos a deslocamentos de sentidos e reapropriações.

Ainda outro cuidado se torna necessário ao analisar o futebol, como nos lembra Alabarces, o excesso: "Nunca como hasta ahora el deporte había inundado todas las superficies discursivas: televisivas, radiales y gráficas, la conversación cotidiana y los grafittis callejeros o sanitarios." Talvez no Brasil tenhamos um bom exemplo desse aspecto nos discursos do presidente Lula que, com uma freqüência às vezes enervante, usa metáforas futebolísticas para explicar-se ou explicar seus atos. Se no início do século XX, Walter Benjamin, analisando a reprodutibilidade técnica da obra-de-arte em plena época de ascensão fascista, falava em "estetização da política" e "politização da arte", hoje podemos falar de "politização do futebol" (ou "despolitização", como prefere Alabarces) e "futebolização da política", o que pode gerar, como sucedeu na época de Benjamin, distorções nada proveitosas para os dois lados da equação. Quero crer que hoje não seria mais possível fazer o uso que, por exemplo, a ditadura militar brasileira nos anos 70 fez da vitória brasileira na Copa do México, nem a tentativa de Maluf de aproveitar-se da situação, nesse mesmo período, "doando", "presenteando" os jogadores canarinhos com um "fusquinha", até porque nem os jogadores que fazem parte hoje da seleção o necessitam,  e nem a população brasileira aceitaria tais manipulações tão grosseiras; tornar-se-iam motivos de piadas e/ou rechaçadas de maneira peremptória. As manipulações dessa ordem seriam facilmente renegadas, mas certamente outras serão tentadas, mais sutis e, por isso mesmo, podendo ser mais profícuas.

Na cada Copa do Mundo vemos ressurgir a imagem de uma nação "todos como um", celebrando-se o sentimento de unidade nacional, sentimento esse cada vez mais difuso e mesmo inexistente no restante de tempo vivenciado entre os quatro anos que separam uma copa da outra. A "pátria de chuteiras", de Nélson Rodrigues, parece ser a única possível ainda, mas sua vivência está cada vez mais restrita ao período que envolve os preparativos imediatamente anteriores e a realização da competição esportiva em si. Se antes muitos buscavam esse elo aglutinador, essa pureza nacional na preservação de uma cultura popular "intocada", hoje, quando essa escolha não mais se sustenta, a seleção brasileira na Copa do Mundo, parece ainda ser colocada como a guardiã de uma pretensa unidade nacional inexistente. Forjar essa barra pode ser momentaneamente proveitoso para os políticos num ano eleitoral, tentando associar-se aos "heróis do futebol" para deles extrair, como que por osmose, a credibilidade há muito questionada da classe política brasileira, mas que pode novamente, como em outras tentativas malfadadas, usando um jargão popular, ser "um tiro no pé". Também pode ser  especialmente proveitoso para a indústria do futebol associada à mídia que, sem sobra de dúvida, consegue "maximizar" seus ganhos com as vendas aqui e lá fora da marca altamente lucrativa que representa a seleção verde-e-amarela, multiplicando os produtos a ela associados e comercializando-os.

Mas a vida segue e seguirá seu curso. As "massas" não são "tolos culturais", como afirma Stuart Hall, ou telas em branco sobre as quais as indústrias culturais atuam, seres incapazes de agir e de se inserir no campo de luta, incapazes de transformar e recriar, resistir e lutar. Há pontos de resistência e também momentos de superação. Afinal as relações culturais são complexas, e as formas culturais não são um todo inteiro e coerente, nem totalmente corrompidas, nem totalmente autênticas, mas sim profundamente contraditórias, e jogam com essas contradições. As "massas" sabem reapropriar-se desse espetáculo a sua maneira, divertindo-se com a situação, gozando catarticamente com a competição, sem perder de vista sua transitoriedade e inclusive criando e ressemantizando produtos a ela associados e lucrando com sua venda. Afinal a Copa do Mundo acaba, seus heróis e seus produtos desaparecem em  seguida, mas a situação concreta que se vive, não. Quero crer, como Geertz, que os sentidos das práticas culturais não estão dados de antemão. Eles são construídos nas relações concretas do dia-a-dia pelos sujeitos que as vivenciam, no embate social, cujas regras não são eternas, mas são constantemente transformadas e recriadas na concretude do jogo social.

Cabe ao analista acadêmico, na linha sugerida por Geertz, situar-se nesse embate para apreender como se dá a construção dos significados ligados ao mundo do futebol e a sociedade, e estabelecer sua interpretação, da maneira mais densa quanto possa, sem se deixar levar pelos caminhos mais fáceis, dados por "análises-fugas" que englobam, por uma lado, tudo como alienação e manipulação das massas, ou por outro, apaixonado e romanticamente, ver nesse processo o resgate da nação em seus sentido moderno, de "todos como um", banalizando e simplificando as análises.

Acima de tudo, cabe ao intelectual-acadêmico não se imiscuir desse debate e ver o esporte e o futebol em particular como um objeto importante de estudo e análise, como já alguns, heroicamente o fazem. Podemos parafrasear Afonso Romano de Sant’Anna quando ele fala das crônicas, e afirmar que não existem objetos de pesquisa menores, mas pessoas menores que não os valorizam.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

ALABARCES, Pablo (org.). Peligro de Gol: estudios sobre deporte y sociedad en América latina. Buenos Aires: CLACSO, 2000.

ANDERSON, Benedict. Nação e consciência nacional. São Paulo: Ática, 1989.

GARCÍA CANCLINI, Néstor. Consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1995.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.

HALL, Stuart. Identidades culturais na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 1997.

_____________. Da diáspora - Identidades e Mediações Culturais. Organização Liv Sovik. Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003. p. 247-263.

HELAL, Ronaldo. As idealizações de sucesso no imaginário futebolístico brasileiro: um estudo de caso. In.: ALABARCES, Pablo (org.). Peligro de Gol: estudios sobre deporte y sociedad en América latina. Buenos Aires: CLACSO, 2000.

HOBSBAWM, E. e RANGER, T. (Org.) A invenção de tradições. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1997.

RODRIGUES FILHO, Mário. O Negro no Futebol Brasileiro. (Prefácio de Gilberto Freyre). Rio de Janeiro: Irmãos Pongetti Editores,1947.

SOARES, Antônio J. História e a invenção de tradições no futebol brasileiro. In.: ALABARCES, Pablo (org.). Peligro de Gol: estudios sobre deporte y sociedad en América latina. Buenos Aires: CLACSO, 2000.

NOTAS:

[1] Doutor em Literatura Comparada pela UFRJ e professor adjunto do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da UFF.

[2] Cabe destacar os estudos realizados por Pablo Alabarces, argentino, e pelos pesquisadores brasileiros como Roberto da Matta, Victor Mello, Ronaldo Helal, Antônio Soares, assim como a recente tese de doutorado de Fábio Iório.