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A rua é o mar / Mídia eletrônica - matéria de consulta:
1.
Vnews.com.br: "Em Ilhabela, pai e filha vivem em caixa no mar e despertam a curiosidade de quem passa pela balsa”, por Renato Ferezim/ Carlinhos Brasil, em Ilhabela.
Atualizado em: 10h55min - 20/11/2010
Disponível em:
http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=84605
2.
Vídeo do Jornal Bom Dia, Vanguarda Tv, de São José dos Campos
datado de 25.11.2010, 6:30hs/6:33hs,
com a duração 2 minutos e 26 segundos.
Dados técnicos recolhidos do vídeo:
Crédito das imagens atribuído a Eduardo Marcondes e Defesa Civil,
apresentação em estúdio de Ana Paula Torquetti
apresentação e entrevista em Ilhabela realizada por Jonatan Morel
participação em entrevista de Nanci Peres Zanato, secr. assistência social
participação em entrevista de Jurandir da Cunha, 70 anos, aposentado
participação em entrevista de Janaina Moura Cunha, 34 anos, filha de Jurandir
disponível no endereço eletrônico:
http://www.vnews.com.br/video.php?id=7964
e abaixo transcrito:
Ana Paula Torquetti: A curiosa história de pai e filha que moravam num caixote flutuante em Ilhabela teve um novo episódio. Eles foram retirados do local e passaram por exames médicos. Nossa equipe conta como foi.
Off: Essas imagens mostram a retirada do caixote flutuante. [imagens DEFESA CIVIL] Dentro dele viviam duas pessoas em situação precária.
Off: Como que uma pessoa vai morar num lugar desse, cara? Não tem condições de morar num lugar desse.
Off: Jurandir de 70 anos e a filha Janaína de 34 anos moravam próximos à balsa de Ilhabela há pelo menos 2 meses. Na semana passada o Vanguarda Tv mostrou que a estrutura coberta de plástico virou uma casa improvisada. O homem alegava que estava no local para realizar pesquisas científicas com algas. Jurandir era da marinha mercante. Tem documentos como RG, carteira de trabalho e até um cartão de banco. Ele recebe um salário mínimo de aposentadoria. A filha embarcou no diferente estilo de vida do pai.
Jonatan Morel: Com relação a comida, alimentação, como é que vocês faziam ali no mar?
Janaina Moura Cunha: A alimentação macrobiótica vegetariana totalmente integral. Fiz todos os exames de saúde eu não passei mal. Estou muito bem.
Jurandir da Cunha: Meu amigo, eu já dor/morei no Tibet em cama de prego para testar resistência do corpo. Eu já morei em uma cama de 20 centímetros de largura no tempo que eu trabalhei no treinamento de guerrilha. Isso pra mim é natural. E todos meus filhos são treinados assim.
Off: No hospital de Ilhabela os dois estavam muito irritados por terem sido retirados do mar.
Jurandir da Cunha: Ilhabela é o pior lugar da terra. Toda minha vida eu vivi no mar. Que eu tenho que continuar com minhas pesquisas. As algas estão no barco, grudadas nos barcos.
Jonatan Morel: Exames médicos feitos aqui no hospital levantaram a suspeita de que pai e filha possam sofrer de algum distúrbio mental ou psicológico. Eles foram orientados a fazer tratamento. Enquanto isso a polícia de Ilhabela deve começar uma busca com os documentos de Seu Jurandir para tentar localizar algum parente e esclarecer essa história.
Nanci Peres Zanato [secr. Assistência Social]: Hoje faz um mês e quatro dias da primeira abordagem. É um mistério. Eles cada hora contam uma coisa. Agora eles passaram pelo clínico geral. Passaram pelo psiquiatra.
Jurandir da Cunha: Se eu sei todos os clássicos que eu li. Sei contar todas as histórias. Sei todos os livros. S.. Eu sou uma pessoa normal.
Ana Paula Torquetti: A prefeitura de Ilhabela ofereceu abrigo provisório, mas pai e filha recusaram. Jurandir disse que agora vai tentar se estabelecer em São Sebastião. A embarcação improvisada foi apreendida.
3.
O Globo on line: “Marinha retira de Ilhabela pai e filha que viviam em caixote flutuante”, Plantão, atualizado em 25/11/2010, às 9:41m.
Disponível em
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/11/25/marinha-retira-de-ilhabela-pai-filha-que-viviam-em-caixote-flutuante-923104893.asp
4.
Estadão on line: “Um barraco no meio do mar”, por Reginaldo Pupo
Atualizado em 24/11/2010, 1:43.
Disponível em:
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=26474304
Minibio
Francine Jallageas é artista e pesquisadora, mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) com a dissertação aventura Artaud - crueldade como obra, gestos para uma linguagem no espaço, fratura como fatura. Edita e é uma das co-criadoras da revista astro-lábio de arte e literaturas.