Confira o debate com Pierre Lévy  e Gilberto Gil no Oi Cabeça

Confira o debate com Pierre Levy e Gilberto Gil no Oi Cabeça

Evento promove debate com pensadores nacionais e internacionais no Oi Futuro do Flamengo

Dando sequência à programação, o Oi Cabeça promove no dia 25 de agosto mais um encontro no Oi Futuro do Flamengo para discutir os rumos da literatura frente ao crescimento das mídias digitais. Depois de receber Nancy Baym (EUA), Scott Linderbaum (EUA) e Daniel Gelder (Alemanha), o evento terá como convidado especial o tunisiano Pierre Lévy. Ao lado do cantor e compositor Gilberto Gil, o consagrado filósofo vai discutir sobre o “poder da palavra no universo da cibercultura”. Com curadoria das professoras Cristiane Costa e Heloisa Buarque de Hollanda, o Oi Cabeça é um projeto da Aeroplano Editora com o patrocínio da Oi e Secretaria de Cultura do Rio.

“Será a primeira vez que o público poderá assistir no Rio ao encontro destes dois pioneiros da cibercultura. A expectativa é enorme”, frisa Cristiane Costa. Considerado um dos mais proeminentes pensadores da atualidade, Pierre Lévy já lançou inúmeras obras sobre cibercultura, hipertexto e mídias digitais.  Professor da Universidade de Quebec, entusiasta das possibilidades cognitivas da Internet, foi ele quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no início dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava.

Em sua segunda visita ao Brasil, o filósofo vai discutir ao lado de Gilberto Gil sobre esse novo lugar que a escrita ocupa dentro do mundo digital. Segundo Heloisa Buarque, cada um ao seu modo foi precursor desta discussão. “Lévy na reflexão teórica e Gil na música e na política”, diz. Ambos acompanharam de perto o crescimento da internet e as transformações geradas com o seu desenvolvimento no mundo das relações, da arte, da política e da comunicação, o que inclui também os caminhos da literatura.

Por isso ficam as perguntas: para onde ela vai? Estamos assistindo ao fim da lógica de leitura do livro impresso? A arte de narrar está apontando em outras direções. Para onde? E a crítica, onde se coloca num universo estruturalmente participativo? O que se sabe é que o advento das novas mídias trouxe infinitas possibilidades e perspectivas de narrativa, além de transformar o papel do autor e, principalmente, do leitor.

Para Heloisa Buarque, a história comprova que todas as vezes que uma nova tecnologia surge, ela é sentida como uma ameaça para as mídias culturais anteriores. Foi assim com a pintura quando surgiu a fotografia, com o teatro com o advento do cinema, com o cinema com a popularização da televisão. “Agora, o livro é posto em questão. Decretará a internet o seu fim? Como das outras vezes, o tempo se encarregará de desmentir esta premissa?”, indaga.

Ao longo dos próximos meses, o projeto Oi Cabeça continuará abrindo um espaço importante no debate intelectual, trazendo para o Brasil outros grandes pensadores como a pesquisadora americana Janet Murray, próxima palestrante de setembro. “O Oi Cabeça vai produzir um diálogo entre pensadores internacionais de ponta e criadores nacionais em busca de algumas respostas à pergunta: até onde pode ir a literatura antes de se tornar uma nova arte, baseada num novo suporte?”, explica Cristiane Costa.

Encontros – A programação do Oi Cabeça inclui mais quatro encontros até dezembro. Em setembro, Janet Murray (Hamlet no Holodeck) e Cristiane Costa (Programa Avançado de Cultura Contemporânea – UFRJ) conversam sobre “Literatura Expandida”. Já em outubro, o tema será “Os novos gêneros e-literários”, com Robert Coover (ELO – Eletronic Literature Organization) e Giselle Beiguelma (O livro depois do livro). Os dois últimos debates serão com Ian Bogost (MIT– Newsgames) e Arthur Protasio (Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ) sobre “Personagens, estratégias narrativas e engajamento nos games”, em novembro, encerrando em dezembro com um Labfest, espaço de troca e criação, que reunirá a comunidade literária impressa e transmídia num evento inédito e urgente no campo das letras.

O primeiro encontro do Oi Cabeça, em maio, trouxe para o Brasil a americana Nancy Baym, ex-presidente da Association of Internet Researchers e professora da Universidade do Kansas para debater sobre “O fim da crítica e o auge dos fãs”. Em junho, foi a vez de Scott Lindenbaum, um dos fundadores da revista digital Electric Literature, saudada como uma revolução entre as revistas literárias nos Estados Unidos para falar sobre “Novos espaços para a literatura”. A última mesa teve como convidados Daniel Gelder (Vice-presidente da empresa alemã Metaio) e Rogerio da Costa (professor da PUC-SP) debatendo sobre “realidade aumentada”.

PROGRAMAÇÃO:

25 de agosto – 19h30

“O poder da palavra na cibercultura”

Pierre Levy (Universidade de Ottawa Canadá) e Gilberto Gil

21 de setembro – 19h30

“Literatura expandida”

Janet Murray (Hamlet no Holodeck) e Cristiane Costa (Programa Avançado de Cultura Contemporânea – UFRJ)

19 de outubro – 19h30

“Os novos gêneros e-literários”

Robert Coover (ELO – Eletronic Literature Organization) e Giselle Beiguelman (O livro depois do livro)

16 de novembro – 19h30

“Personagens, estratégias narrativas e engajamento nos games”

Ian Bogost (MIT – Newsgames) e Arthur Protasio (Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ)

7 de dezembro – 19h30

Labfest

SERVIÇO:

Oi Futuro

Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo

Tel: 21 3131-3060

Entrada Franca (senhas distribuídas 30 minutos antes)

Casa sujeita a lotação

PARTICIPANTES:

AGOSTO:

Pierre Lévy é um dos mais proeminentes pensadores da atualidade. Cibercultura, hipertexto e mídias digitais são alguns dos temas abordados de forma pioneira por professor da Universidade de Quebec, entusiasta das possibilidades cognitivas da Internet. Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. É autor de clássicos como Cibercultura e O que é o virtual?

Gilberto Gil é um dos criadores do movimento tropicalista e está em cena há quase 50 anos como um dos artistas mais importares do país, mantendo-se sempre na vanguarda musical, ambiental e digital. Como Ministro da Cultura, no período de 2003 a 2008, colocou o Brasil na vanguarda mundial das políticas culturais digitais.