Lançamento da Coleção Amigoteca

por PACC | 05.06.2014
Publicado originalmente por Binho Cultura

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Flupp Brasil no Rio de Janeiro vai tratar da diversidade

por PACC | 30.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

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Em sua última etapa a FLUPP Brasil, evento criado por Ecio Salles, Julio Ludemir, Luiz Eduardo Soares e Heloísa Buarque de Holanda, volta para o Rio de Janeiro, cidade onde surgiu, em 2012. Nos dias 5, 6 e 7 de junho, a Favela da Maré será ocupada por escritores do Brasil e de outros quatro países para um grande debate sobre a diversidade. O evento, uma parceria com a Firjan, o Instituto Goethe e Consulado Francês, conta com a participação de 18 escritores alemães que vão integrar o time de escritores para a pelada de abertura, na própria comunidade.

Aqui Ninguém é Alemão

No dia 5 de junho, 18 escritores alemães participarão da pelada Aqui Ninguém é Alemão, que abrirá a etapa Rio de Janeiro. O jogo terá de um lado um time integrado por escritores brasileiros e alemães e do outro uma equipe formada por funkeiros, ativistas e moradores de diversas comunidades do Complexo da Maré. Ao final da partida, acontecerá uma roda de leitura de textos em que autores brasileiros e alemães relatam as estratégias criadas para fazer com que seus filhos torçam pelo mesmo time que eles. O projeto é fruto de uma parceria construída na Feira de Frankfurt, durante a qual esses mesmos escritores leram textos em que relatam como se tornaram torcedores. Os jogos têm como objetivo usar a popularidade do futebol para formar novos leitores em ambos os países.

Autores

Entre os autores convidados para a etapa Rio de Janeiro da FLUPP Brasil estão Lucas Bernd Vogelsang, da Alemanha; Muriel Diallo, da Costa do Marfim; Alessandra Vannucci, da Itália, e Fabián Casas, da Argentina. Entre os brasileiros estão confirmadas as participações de Chacal, Tatiana Salem Levy, Marcus Vinicius Faustini e Francisco Bosco. As palestras sobre Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda e Mário de Andrade serão ministradas, respectivamente, por Marcos Alvito, Paulo Ribeiro, Bernardo Buarque de Holanda e Eduardo Jardim.

Lucas Vogelsang– o escritor nasceu em Berlim, em 1985, e formou-se como repórter na escola Zeitenspiegel Reportageschule Günter Dahl, em 2007. Atualmente, Vogelsang escreve para publicações como o jornal Tagesspiegel, a revista Playboy e o jornal ZEIT. Em 2010, recebeu o prêmio Henri Nannen, pelo liveticker 11FREUNDE e, em 2013, conquistou o prêmio alemão de repórter pela sua reportagem “Sie nannten sie Titten-Gitty”, no Tagesspiegel.

Muriel Diallo é um dos maiores nomes da literatura africana para o público infantil e juvenil. Pintora, ilustradora, autora de livros para crianças, romancista e contadora de histórias, desde os anos 1990, Muriel escreve e ilustra livros de diversos autores de seu país e internacionais. Sua obra já foi publicada por oito editoras africanas e francesas. A escritora recebeu, em 2012, o prêmio Saint-Exupéry-Valeurs Jeunesse.

Alessandra Vannucci é formada em Dramaturgia pela Universidade de Bolonha (Itália), doutora em Letras pela PUC-Rio e professora adjunta de Teoria Teatral da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Desde 1996 dá oficinas de Teatro do Oprimido em universidades (Genova, Imperia, Bolonha, Roma), redes de solidariedade (Lilliput, Arci, Giolli, COOP) e escolas de formação profissional em Artes Cênicas como a Accademia d’Arte Drammatica (Roma), FormArt (Salerno) e Muvita (Arenzano). 

Fabián Casas é poeta, romancista, ensaísta, jornalista e uma das principais figuras da chamada “Geração de 1990” na Argentina, movimento literário que refletia sobre o contexto político do período através de versos e alegorias de que participavam também José Villa , Daniel Durand e Dario Rojo. Fabian publicou ” Tuca “, seu primeiro livro, designado como o emblema de um fluxo de objetivista. Em 2007, ele recebeu, na Alemanha, o Prêmio Anna Seghers. Uma antologia de seus poemas foi publicada na Alemanha em 2009.

Flupp Brasil

A FLUPP Brasil substitui a FLUPP Pensa, evento que teve duas edições (2012 e 2013) no Rio de Janeiro, lançou quatro livros e 84 novos autores selecionados a partir de oficinas promovidas em comunidades cariocas. Nesse novo formato, o evento apresentará 40 novos autores que terão seus textos publicados em um livro, com lançamento previsto para agosto. As inscrições poderão ser feitas via site (www.flupp.net.br) até a véspera do evento. “Assim como aconteceu na FLUPP Pensa, a FLUPP Brasil tem como principal objetivo a produção de um livro. A diferença desta vez é que o tema remeterá a uma reflexão profunda sobre o País. Por isso, nós elegemos quatro pensadores brasileiros, fundamentais para a estruturação do nosso País, que terão suas obras discutidas com total abertura crítica”, explica Júlio Ludemir, um dos idealizadores da FLUPP Brasil.

Evento

As etapas da FLUPP Brasil têm dois dias de duração e acontecem em duas fases: a apresentação das obras de quatro grandes pensadores brasileiros (Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Mário de Andrade e Darcy Ribeiro) e um encontro literário entre escritores do Brasil e de outros países que têm seleções classificadas para a Copa do Mundo deste ano, caso da Costa do Marfim, Argentina, Itália e Alemanha, que debaterão o local e o global. Após o encerramento do ciclo de debates, os participantes da FLUPP Brasil enviam contos, crônicas, poemas ou ensaios, que são analisados por uma comissão de especialistas e selecionados para a publicação no livro da FLUPP Brasil.

Apresentada pelo BNDES, a FLUPP Brasil é uma realização da Associação Cultural de Estudos Contemporâneos (ACEC) e tem a parceria, no Rio de Janeiro, Firjan, Instituto Goethe e Consulado Francês.

Serviço – Aqui Ninguém é Alemão

Data – 5 de junho

Horário – 16h (pelada) e 19h (roda de leitura)

Campo da Paty – Rua Sargento Silva Nunes, S/N, Nova Holanda – Maré

Serviço – FLUPP Brasil – Etapa Rio de Janeiro

Datas – 6 e 7 de junho

Horário – de 14h às 19h30

Endereço – Galpão Bela Maré (Rua Bittencourt Sampaio, 169 – Maré). O galpão fica ao lado do CAM e está localizado entre as passarelas 9 e 10 da Avenida Brasil
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Darcy Ribeiro e Gilberto Freyre na FLUPP 2014

por PACC | 22.05.2014
Publicado originalmente por Grupo Editorial Global no Youtube

Entre as propostas e apresentações da FLUPP esse ano, especialistas falaram do pensamento de dois autores publicados pela Global Editora: Darcy Ribeiro e Gilberto Freyre, em palestras emocionantes, que buscaram revelar as raízes do povo brasileiro a partir das obras deles. A Festa Literária das Periferias, que nasceu em 2012, no Rio de Janeiro, esse ano foi realizada também em Salvador, São Paulo e Curitiba.

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Nós do Morro em 2014: inscrições, processo seletivo, oficinas, entrevistas

por PACC | 22.05.2014
Publicado originalmente por Nós do Morro
Foto: Oficinas do Grupo Nós do Morro/Bruno Veiga


A nova gestão do Grupo Nós do Morro inicia 2014 buscando maior contato com seus públicos.

Elaboramos uma pequena relação de perguntas mais frequentes. Leia com atenção.

1 – Quando abrem as inscrições? Como eu faço para entrar nas oficinas de teatro do Grupo Nós do Morro? Como é o processo seletivo?

Para participar das oficinas do Grupo Nós do Morro é necessário passar por um processo seletivo. Em 2014 a previsão é que o processo seletivo ocorra em julho.

Informações detalhadas sobre o processo seletivo serão divulgadas aqui no site a partir de junho de 2014.

2 – O processo seletivo para as oficinas do Grupo Nós do Morro é somente para moradores do Vidigal?

Isso varia conforme o ano. Em 2014 o processo seletivo será aberto para moradores e não moradores do Vidigal.

3 – Como faço para conhecer o Nós do Morro? Posso visitar?

Devido ao seu destaque e premiações, muitas vezes o Grupo Nós do Morro é confundido com ponto turístico. O Grupo Nós do Morro é uma associação cultural sem fins lucrativos cujo foco é trabalhar de forma permanente para oferecer acesso à arte. Logo, nossa equipe está dimensionada para atender atividades de produção de nossos projetos.

A melhor maneira de conhecer as atividades do Grupo Nós do Morro é acompanhar e participar da programação aberta ao pública divulgada neste site ou  na página do facebook.

Se você trabalha em uma empresa patrocinadora ou apoiadora de projetos, instituições de ensino de arte e cultura ou instituições educativas: para solicitar visitas é necessário encaminhar um e-mail para adm1@nosdomorro.com.br com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, explicando qual a sua relação como trabalho do Grupo Nós do Morro, o motivo da visita e qual dia e horário pretendido.

Todos os pedidos serão analisados, mas devido ao grande volume de solicitações, nem todos poderão se atendidos. Contamos com sua compreensão.

4 – Trabalho na imprensa. Como faço para fazer reportagem sobre o Nós do Morro?

Envie sua solicitação para adm1@nosdomorro.com.br e alebarreto@gmail.com

5 – O Nós do Morro tem uma bolsa para os alunos que participam das oficinas?

As aulas de algumas oficinas do Nós do Morro são gratuitas, mas o participante deve ter condições de custear seu transporte e seu próprio sustento.

6 – O Nós do Morro é uma escola de teatro?

O Grupo Nós do Morro é uma associação cultural sem fins lucrativos que proporciona oficinas de teatro, audiovisual e atividades artísticas afins. Trata-se de uma proposta de ensino não formal, baseada na experimentação artística.

7 – O Nós do Morro é um curso profissionalizante?

Não. As oficinas do Grupo Nós do Morro proporcionam uma formação que estimula e contribui com o processo de profissionalização de seus participantes no mercado de Economia Criativa.

8 – O Nós do Morro fornece DRT?

A Lei 6.533 criada em 1978 que regulamenta as profissões de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões determina que para artistas e técnicos serem contratados como profissionais para trabalhar em TV, cinema, teatro, publicidade, shows de variedades e dublagem é necessário ter o registro profissional. O DRT é o registro profissional emitido pela Delegacia Regional do Trabalho de cada estado.

O Nós do Morro não emite DRT. Informações para obtenção de DRT devem ser obtidas no site do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro: http://www.satedrj.org.br/institucional/capacitacao-e-registro-profissional

9 – Sou ator (atriz) e gostaria de saber como faço para entrar na Companhia de Teatro do Nós do Morro para trabalhar em espetáculos, cinema e TV, como faço?

O Grupo Nós do Morro não realiza trabalho de agência. Seu foco são as oficinas. Conforme o desempenho do aluno, poderá ser convidado a integrar o elenco de atores do grupo.

10 – Como posso participar das atividades do Nós do Morro?

Para participar das atividades do Nós do Morro, tais como espetáculos de teatro, oficinas, cineclubes, etc, procure informações no site e na página do facebook

11 – O Nós do Morro recebe doações de materiais e bens?

Sim. Para isso, é necessário encaminhar um e-mail paraadm1@nosdomorro.com.br descrevendo quais são os materiais e bens que estão disponíveis para doação, enviar imagens e se há necessidade de buscar o material.

A solicitação de doação será analisada. Se for aprovada, o doador deverá preencher e assinar um termo de doação fornecido pela instituição.

12 – O Nós do Morro precisa de apoios, parcerias, doações financeiras e patrocínios?

Sim. O Grupo Nós do Morro luta há 27 anos para manter seu trabalho de forma continuada. Desta forma, está sempre aberto para apoios, parcerias, doações financeiras e patrocínios.

Contribua com nossas ações e projetos. Envie um e-mail para: adm1@nosdomorro.com.br com sua proposta.

13 – O Nós do Morro presta serviços? Quais serviços?

Sim. Para manter sua sustentabilidade o Nós do Morro também presta os seguintes serviços:

– cursos, oficinas, workshops e palestras;

– apresentações artísticas;

– criação, produção, edição e finalização de vídeos institucionais.

14 – Como contratar atores do Nós do Morro?

Para contratar atores do Nós do morro, o interessado deve entrar em contato pelo e-mail: elenco@nosdomorro.com.br e adm1@nosdomorro.com.br

Caso sua dúvida não tenha sido esclarecida, entre em contato pelo telefone (21) 3874-9411.

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Flupp Brasil lança novos autores

por PACC | 22.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

A  FLUPP Brasil, que começa nesta sexta-feira a sua etapa de São Paulo, substitui a FLUPP Pensa, evento que teve duas edições (2012 e 2013) no Rio de Janeiro, lançou quatro livros e 84 novos autores selecionados a partir de oficinas promovidas em comunidades cariocas. Nesse novo formato, o evento apresentará 40 novos autores que terão seus textos publicados em um livro, com lançamento previsto para agosto desse ano. As inscrições poderão ser feitas via site (www.flupp.net.br) até a véspera de cada evento. “Assim como aconteceu na FLUPP Pensa, a FLUPP Brasil tem como principal objetivo a produção de um livro. A diferença desta vez é que o tema remeterá a uma reflexão profunda sobre o País. Por isso, nós elegemos quatro pensadores brasileiros, fundamentais para a estruturação do nosso País, que terão suas obras discutidas com total abertura crítica”, explica Julio Ludemir, um dos idealizadores da FLUPP Brasil. Nas etapas da Flupp Brasil, Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro, Mario de Andrade e Sergio Buarque de Holanda têm suas obras apresentadas e debatidas.

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Flupp Brasil homenageia grande pensadores do país

Por PACC | 20.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

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As etapas da FLUPP Brasil têm dois dias de duração e acontecem em duas fases: a apresentação das obras de quatro grandes pensadores brasileiros (Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Mário de Andrade e Darcy Ribeiro) e um encontro literário entre escritores do Brasil e de outros países que têm seleções classificadas para a Copa do Mundo deste ano, caso dos EUA, Holanda, Inglaterra e Uruguai, que debaterão o local e o global. Após o encerramento do ciclo de debates, os participantes da FLUPP Brasil enviam contos, crônicas, poemas ou ensaios, que são analisados por uma comissão de especialistas e selecionados para a publicação no livro da FLUPP Brasil.

A FLUPP Brasil é apresentada pelo BNDES e é uma realização da Associação Cultural de Estudos Contemporâneos (ACEC) e parceria, em São Paulo, com Eleílson Leite e Ação Educativa, e relacionamento institucional Joanna Savaglia (Savá Negócios Culturais).

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Cachoeirinha, em São Paulo, sedia Flupp Brasil

por PACC | 19.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

A Flupp Brasil reúne, nos dias 23 e 24 de maio, oito autores brasileiros e estrangeiros no Centro Cultural da Juventude, em Vila Nova – Cachoeirinha, zona norte da capital paulista. O primeiro dia de trabalhos terminará com um slam de que participarão dois grandes nomes internacionais: o britânico Jacob Sam-La Rose e o norte-americano Jive Poetic. São Paulo é a terceira das quatro etapas da Flupp Brasil, que começou em Curitiba, passou por Salvador e se encerrará no Rio de Janeiro, no dia 7 de junho. Saiba mais sobre o evento e como se inscrever em nosso site www.flupp.net.br e acompanhe as novidades em nossos perfis no Twitter e no Facebook.

Poesia Falada

O tema da Flupp Brasil, em São Paulo, será a poesia falada. E para celebrar a modalidade, o ZAP! (Zona Autônoma da Palavra) promove, na noite de sexta-feira, uma batalha de slam. Organizada pela poeta e atriz Roberta Estrela Dalva, a disputa contará com as participações do britânico Jacob Sam La Rose e do norte-americano Jive Poetic. A ênfase na poesia foi o modo que os organizadores da FLUPP Brasil encontraram para reconhecer e homenagear o trabalho dos artistas e produtores sociais que incluíram a periferia no mapa da produção cultural brasileira. Jacob Sam-La Rose vem ao Brasil por intermédio da parceria com o British Council.

Autores

Inés Bortagaray nasceu na cidade uruguaia de Salto, em 1975. Estreou na literatura, em 2001, com Ahoratendré que matarte (2001), livro de contos que integra a coleção Flexes Terpines, coordenada por Mario Levrero. Com histórias publicadas em diversas antologias, Inés também é roteirista de cinema. No Brasil, Inés Bortagaray ficou conhecida pela obra Um, dois e já, lançada pela Cosac Naify, onde discutiu os efeitos nefastos da violenta ditadura militar uruguaia por intermédio de suas memórias afetivas.

Jive Poetic apresenta uma batalha de poesia semanal no NyuoricanPoets Café, Meca do slam em Nova York. Quando não está em turnê, Jive costuma dar oficinas de oficinas de poesia e hip-hop em escolas públicas e centros comunitários de Nova Iorque, onde mora. Jive dará uma oficina semelhante no Rio de Janeiro, na segunda-feira 26 de maio, na Vila Olímpica da Mangueira.

Jacob Sam-La Rose é um dos expoentes da poesia falada no Reino Unido. Tem uma longa história de militância no slam, a partir da qual em seu trabalho caracterizado como vívido, magistral e cuidadosamente estruturado. Ele é amplamente reconhecido como um facilitador incansável, mentor e apoiador de jovens e emergentes poetas, e como um defensor para o impacto positivo da nova tecnologia na prática e colaboração literária e artística. La Rose vive em Londres, na Inglaterra. Ele é uma liderança no movimento Slam juventude poesia do Reino Unido e é diretor artístico de iniciativas como o London Poesia Adolescente SLAM, Apples&Snakes e Agite.

Peter Robert Demant ministra aulas de Relações Internacionais e é especializado em questões do Oriente Médio. Demant tem Mestrado e Doutorado em História Moderna e Contemporânea pela Universiteit van Amsterdam, da Holanda, e tem Livre-Docência em História Contemporânea pela Universidade de São Paulo. Atualmente, Demant é professor associado do Departamento de História da USP.

Autores Brasileiros

Entre os convidados brasileiros, além da própria Roberta Estrela D´Alva, estão Alessandro Buzo, Binho e Sérgio Vaz, que lideram importantes saraus na periferia de São Paulo. Isa Grinspum apresentará a obra do antropólogo Darcy Ribeiro, o personagem principal de uma minissérie produzida pela documentarista. A historiadora Rosa Maria Vieira apresentará a obra de Sergio Buarque de Holanda. O antropólogo carioca Marcos Alvito e o filósofo Eduardo Jardim falarão das obras, respectivamente, de Gilberto Freyre e Mário de Andrade.

Realização

A FLUPP Brasil é apresentada pelo BNDES e é uma realização da Associação Cultural de Estudos Contemporâneos (ACEC). Em São Paulo, a Flupp Brasil tem parceria com Eleílson Leite e Ação Educativa e relacionamento institucional de Joanna Savaglia, da Savá Negócios Culturais.
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São Paulo terá Slam (competição de poesias) coordenada pelo Zap!

por PACC | 17.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

A Flupp Brasil, evento literário criado por Ecio Salles, Heloisa Buarque de Holanda, Julio Ludemir e Luiz Eduardo Soares, reúne, nos dias 23 e 24 de maio, oito autores brasileiros e estrangeiros no Centro Cultural da Juventude, em Vila Nova – Cachoeirinha, zona norte da capital paulista. A Flupp Brasil terá, ainda, uma competição de slam reunindo dois grandes nomes internacionais: o britânico Jacob Sam La Rose, que vem ao Brasil através de uma parceria com o British Council, e o norte-americano Jive. São Paulo é a terceira das quatro etapas da Flupp Brasil, que começou em Curitiba, passou por Salvador e se encerrará no Rio de Janeiro, no dia 7 de junho.  O Centro Cultural da Juventude fica na Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641, em Vila Nova – Cachoeirinha, São Paulo.

O tema da Flupp Brasil, em São Paulo, será a poesia falada. E para celebrar a modalidade, o ZAP! Zona Autônoma da Palavra promove, na noite de sexta-feira, uma batalha de slam. Incentivada pela poeta e atriz Roberta Estrela Dalva, a disputa contará com as participações do britânico Jacob Sam La Rose e do norte-americano Jive. A ênfase na poesia foi o modo que os organizadores da FLUPP Brasil encontraram para reconhecer e homenagear o trabalho dos artistas e produtores sociais que incluíram a periferia no mapa da produção cultural brasileira.

Entre os convidados estrangeiros estão a romancista uruguaia Inês Bortagaray, sensação da literatura latino-americana que, recentemente, teve o livro “Um, Dois e Já” lançado pela Cosac Naif e o professor holandês Peter Demant, um especialista em temas do Oriente Médio.

Além de Roberta Estrela D´Alva, o time de convidados brasileiros conta com Alessandro Buzo, Binho e Sérgio Vaz, que lideram importantes saraus na periferia de São Paulo. Isa Grinspum apresentará a obra do antropólogo Darcy Ribeiro, o personagem principal de uma minissérie produzida pela documentarista. A historiadora Rosa Maria Vieira apresentará a obra de Sergio Buarque de Holanda. O antropólogo carioca Marcos Alvito e o filósofo Eduardo Jardim falarão das obras, respectivamente, de Gilberto Freyre e Mário de Andrade.

A FLUPP Brasil substitui a FLUPP Pensa, evento que teve duas edições (2012 e 2013) no Rio de Janeiro, lançou quatro livros e 84 novos autores selecionados a partir de oficinas promovidas em comunidades cariocas. Nesse novo formato, o evento apresentará 40 novos autores que terão seus textos publicados em um livro, com lançamento previsto para agosto. As inscrições poderão ser feitas via site (www.flupp.net.br) até a véspera de cada evento.  “Assim como aconteceu na FLUPP Pensa, a FLUPP Brasil tem como principal objetivo a produção de um livro. A diferença desta vez é que o tema remeterá a uma reflexão profunda sobre o País. Por isso, nós elegemos quatro pensadores brasileiros, fundamentais para a estruturação do nosso País, que terão suas obras discutidas com total abertura crítica”, explica Julio Ludemir, um dos idealizadores da FLUPP Brasil.

As etapas da FLUPP Brasil têm dois dias de duração e acontecem em duas fases: a apresentação das obras de quatro grandes pensadores brasileiros (Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Mário de Andrade e Darcy Ribeiro) e um encontro literário entre escritores do Brasil e de outros países que têm seleções classificadas para a Copa do Mundo deste ano como Holanda, Estados Unidos, Inglaterra, Holanda e Uruguai.

Após o encerramento do ciclo de debates, os participantes da FLUPP Brasil enviam contos, crônicas, poemas ou ensaios, que são analisados por uma comissão de especialistas e selecionados para a publicação no livro da FLUPP Brasil.

A FLUPP Brasil é apresentada pelo BNDES e é uma realização da Associação Cultural de Estudos Contemporâneos (ACEC).
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São Paulo recebe as atrações da Flupp Brasil

Por PACC | 16.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

Vila Nova – Cachoeirinha foi a comunidade escolhida para recepcionar a etapa São Paulo da Flupp Brasil, evento literário que acontece nos dias 23 e 24 de maio, no Centro Cultural da Juventude. O evento reúne autores nacionais e internacionais para debates e tem como tema a poesia falada, que vem se destacando no panorama cultural da periferia da capital paulista.  Entre os convidados estão o britânico Jacob Sam La Rose, que vem ao Brasil através de uma parceria com o British Council, e o norte-americano Jive, destaques da cena internacional do slam; o professor holandês Peter Demant, especialista em Oriente Médio e a romancista uruguaia Inês Bortagaray, sensação da literatura latino-americana. Já os convidados paulistas são Alessandro Buzo, Sérgio Vaz, Binho e Roberta Estrela Dalva, que lideram importantes saraus em bairros paulistanos.

Para debater os grandes pensadores nacionais, a Flupp Brasil conta com palestras da documentarista Isa Grinspum, que fala sobre o antropólogo Darcy Ribeiro; Rosa Maria Vieira, que fala sobre a obra de Sérgio Buarque de Holanda. O antropólogo Marcos Alvito e o filósofo Eduardo Jardim, falam, respectivamente, sobre as obras de Gilberto Freyre e Mário de Andrade.

A Flupp Brasil etapa São Paulo acontece nos dias 23 e 24 de maio, no Centro Cultural da Juventude, Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641, Vila Nova – Cachoeirinha, zona norte da cidade.
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Flupp Brasil em Salvador teve seis autores negros

por PACC | 15.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

Flupp Brasil em Salvador na Favela de Alagados- BA 2014

Ícones da música brasileira e autores estrangeiros de grande expressão se reuniram nos últimos dias 9 e 10 de maio, em Alagados, na cidade de Salvador, para discutir literatura e o lugar do negro no mundo. Dos 12 autores que participaram da segunda etapa da Flupp Brasil, pelo menos seis tinham ascendência africana. A violência herdada de nosso passado escravagista também pautou a fala do etnólogo francês Jean Yves Loude e do antropólogo carioca Marcos Alvito, ainda que ambos sejam brancos.

A primeira mesa do evento, no dia 9, foi mediada por Joselito Crispim e reuniu o poeta baiano Jorge Portugal e a poeta colombiana Marta Quiñonez. Os poetas falaram sobre as dificuldades na infância e a vitória sobre o preconceito contra os jovens negros da periferia. No final do debate, o Coral da Paz e Etnia, formado por moradores do Bairro da Paz, considerado um dos mais violentos de Salvador, apresentou músicas de Dorival Caymmi e Bob Marley.

A segunda parte da programação teve início com o jornalista Eric Nepomuceno, que falou sobre a obra de Darcy Ribeiro e a luta do antropólogo por uma escola pública de qualidade. Em seguida, o professor Eduardo Jardim apresentou a obra de Mário de Andrade e explicou a ideia de brasilidade presente nos livros do autor mais emblemático da Semana de Arte Moderna, ao lado de Oswald de Andrade.

A escritora Ana Maria Gonçalves e o antropólogo francês Jean-Yves Loude debateram as questões do negro no Brasil e no mundo. Mediada por Marion Loire, Ana Maria contou que escreveu Um Defeito de Cor para buscar suas raízes, que teve que pesquisar sozinha porque a história do negro no Brasil é escamoteada da população. Jean-Yves Loude apresentou a pesquisa feita para o livro Pépites Brésiliennes, no qual relata a história de lideranças negras brasileiras, como Chico Rei e João Cândido.

A primeira mesa do segundo dia do evento contou com a participação de Margareth Menezes e da rapper portuguesa Dama Bete.  Apresentadas pelo DJ Branco, as cantoras falaram sobre a relação entre a música e a internet, as raízes africanas e como as pesquisas são importantes para a criação de trabalhos mais ricos e instigantes. Na programação da tarde, Marcos Alvito e Bernardo Buarque de Holanda se encontraram para discutir Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, e Raízes do Brasil, de Sergio Buarque de Holanda. Mediados por Ecio Salles, Alvito e Bernardo dirimiram dúvidas sobre pontos polêmicos na obra desses pensadores do Brasil, como o homem cordial de Buarque de Holanda e a democracia racial de Freyre.

Infância pobre

Para a última mesa, também mediada por Écio Salles, foram convidados o músico e produtor cultural baiano Carlinhos Brown e o poeta Elicura Chihuailaf, um chileno de origem Mapuche. Elicura fez uma saudação em Mapuche e narrou a trajetória  de luta de seu povo na defesa de suas terras. O chileno fez duras críticas ao sistema econômico mundial e ao governo do seu país. Elicura emocionou os presentes com a descrição da base de sua comunidade, centrada na experiência e na sabedoria dos idosos.

Carlinhos Brown lembrou sua infância pobre no Candeal, em Salvador, de que começou a se libertar por intermédio da literatura e a música. Brown fez uma análise de como a fome e o desemprego estão diretamente ligados à violência doméstica. No final, o cantor recebeu uma homenagem do Espaço Cultural Alagados.

A etapa baiana da Flupp Brasil foi encerrada com uma apresentação do grupo Bagunçaço, ao lado dos rappers Vinícius Terra e Dama Bete em uma jam session que promoveu o encontro entre Brasil e Portugal através do Hip Hop.
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Flupp Salvador começa com debates, música e obras dos grandes nomes da literatura nacional

por PACC | 10.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

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A etapa Salvador da Flupp Brasil teve início com uma apresentação do evento feita por Julio Ludemir, Écio Salles e Jamira. Joselito Crispim, criador do Bagunçaço, contou a história de Alagados, em Salvador, e, logo depois foi o responsável por mediar a primeira mesa da Flupp Brasil em Salvador, que contou com o brasileiro Jorge Portugal e a colombiana Marta Quiñonez. Durante a programação desta sexta-feira, outros quatro escritores, incluindo o francês Jean-Yves Loude, se revezaram nas mesas debatendo temas como a descoberta da literatura, a obra de Mario de Andrade, o legado de Darcy Ribeiro, a negritude e as “pepitas brasileiras” como Aleijadinho.

A escritora Marta Quiñonez, que começou na literatura por volta dos 16 anos, contou que a maior dificuldade que encontrou em sua trajetória foi não ter adquirido em casa, logo cedo, o hábito da leitura. A escritora disse ainda que acredita que escrever sobre sonhos é uma maneira de se reconstruir. Marta lembrou que  escreveu seus primeiros poemas aos 19 anos, quando se sentiu estimulada a investir na literatura. Já Jorge Portugal falou sobre seus primeiros contatos com os livros e da importância de uma de suas professoras nessa descoberta. Portugal contou que o primeiro livro que leu, indicado pelo vice-diretor do colégio onde estudava, em Santo Amaro, foi escrito pelo português Fernando Pessoa. A mesa foi encerrada com a  Fernando Pessoa. O autor lembrou, ainda, que seus estudos, em Salvador, foram custeados pelos amigos da família que o incentivaram a ler e também a começar a dar aulas. apresentação do grupo coral da paz e etnia que cantou músicas de compositores baianos como Suíte do Pescador, de Dorival Caymmi.

A segunda mesa teve Eric Nepomuceno falando sobre a carreira do antropólogo Darcy Ribeiro e de sua luta pela educação pública de qualidade. Logo depois, Eduardo Jardim falou sobre Mário de Andrade e de suas viagens na busca da verdadeira cultura brasileira. Ele encerrou a sua mesa fazendo um sorteio de um livro de sua autoria e ao som do samba da Portela de 1975, ano em que a escola de samba carioca falou de Macunaíma.

A última mesa dessa sexta-feira teve Ana Maria Golçalves e Jean-Yves Loude, com mediação de Marion Loire. A autora brasileira contou que escreveu Defeito de cor depois de ler a obra de Jorge Amado.
Moradora de São Paulo, Ana Maria foi para a Bahia especialmente para escrever o livro. O francês Jean-Yves Loude lembrou o tempo em que viveu na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, período em que aproveitou para aprender mais sobre as características das sociedades destes dois países que, frequentemente, estão envolvidos em conflitos.
“São grandes as chances da sociedade paquistanesa passar por sérios problemas devido ao crescimento da intolerância no país”, previu.

O antropólogo e escritor francês falou, ainda, sobre Pepites brésiliennes e citou Chico Rei, as revoltas da Chibata e de Canudos e elogiou Aleijadinho, que classificou como  uma verdadeira pepita de ouro brasileira.

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Flupp Brasil estreia com sucesso em Curitiba

por PACC | 08.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

Flupp Brasil em Curitiba- PR 2014

A Cidade Industrial de Curitiba, na periferia da capital paranaense, recebeu a etapa inicial da Flupp Brasil, nos dias 25 e 26 de abril, em sua primeira edição fora do Rio de Janeiro. O evento foi aberto pela secretária Municipal de Cultura, Roberlayne Borges Roballo, e pelos idealizadores da Flupp, Ecio Salles e Julio Ludemir, que falaram sobre a importância da leitura.  A próxima cidade visitada pela Flupp Brasil será Salvador, nos dias 9 e 10 de maio.

A mesa de abertura da Flupp Brasil contou com o escritor paranaense Cristóvão Tezza e com o poeta iraniano Mohasen Emadi, que, atualmente, vive exilado no México. Com a mediação de Julio Ludemir, os autores debateram temas como a paixão pelo futebol, tema central de O Filho Eterno, livro escrito por Tezza, e a vida de escritores no exílio. O poeta também falou sobre a emoção quando publicou seu primeiro livro na França e traçou um paralelo entre as periferias no Brasil e no Irã.

Ainda no primeiro dia, o antropólogo Marcos Alvito fez uma análise sobre o livro Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, e falou sobre preconceito racial e a violência na sociedade brasileira. Ainda no primeiro dia, a professora Yolanda Lobo fez uma análise completa sobre a vida e obra do antropólogo Darcy Ribeiro. Logo depois, Ecio Salles mediou uma mesa com as presenças do sul-coreano Kim Young-ha e do brasileiro José Castello. Os autores falaram sobre temas como a falta de incentivo para a literatura, o processo de construção de histórias e as inspirações para escrever.

A abertura do segundo dia da etapa de Curitiba da Flupp Brasil colocou frente a frente a paranaense Luci Collin e o mexicano Juan Pablo Villalobos, com a mediação de Rogério Pereira, fundador do jornal Rascunho, especializado em literatura. Enquanto Luci narrou as dificuldades de escrever fora do eixo Rio-São Paulo, Villalobos descreveu suas experiências no Brasil, onde mora atualmente. Os autores concordaram com a importância da leitura nas escolas. Logo depois, Eduardo Jardim destacou a brasilidade presente nas obras de Mário de Andrade e a sua preocupação com os elementos nacionais em seus livros, sempre em luta por um Brasil mais unitário culturalmente. Bernardo Buarque de Holanda apresentou Sergio Buarque de Holanda e sua principal obra, Raízes do Brasil. Além de uma interessantíssima análise sobre a obra do escritor, Bernardo apresentou depoimentos como Antônio Cândido e Chico Buarque.

A última mesa do evento reuniu o brasileiro Rogério Pereira e o argelino Abdelkader Djemai e foi mediada por Marion Loire. Ambos lembraram suas origens pobres, Rogério no interior Paraná e Abdelkader, em uma Argélia em guerra. Os autores contaram como entraram em contato com a literatura, mesmo sem a tradição de leitura em casa, falaram sobre o processo de criação de suas obras e de como suas histórias pessoais entram nesse processo. Para finalizar, Ecio Salles agradeceu a participação de todos os autores, equipe e público, além das parcerias do BNDES e Secretária Municipal de Curitiba, prometendo trabalhar para a realização de uma segunda edição na cidade. Durante toda a programação, o artista Fulvio Pacheco ficou responsável por reproduzir, em desenhos os autores, que receberam as obras de presente. Os desenhos, também produzidos em estêncil, serão aplicados nos muros da Escola Municipal América da Costa Saboia, como uma lembrança da Flupp Brasil.

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Primeira edição da Flupp Brasil acontece em quatro capitais brasileiras

por PACC | 08.05.2014
Publicado originalmente por Flupp Brasil

A Flupp Brasil, evento literário criado por Ecio Salles, Heloisa Buarque de Hollanda, Julio Ludemir e Luiz Eduardo Soares, reúne, a partir da sexta-feira, dia 25 de abril, autores brasileiros e estrangeiros em quatro das sedes que receberão jogos da Copa do Mundo. A Cidade Industrial, em Curitiba, será a primeira comunidade a receber o evento, nos dias 25 e 26 de abril. Em maio, nos dias 09 e 10, é a vez de Alagados, em Salvador. Ainda em maio, a Cidade Tiradentes, na periferia da capital paulista, recebe a programação da FLUPP Brasil nos dias 23 e 24. O encerramento do evento acontece no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, nos dias 6 e 7 de junho. A FLUPP Brasil é apresentada pelo BNDES. O evento é uma realização da Associação Cultural de Estudos Contemporâneos (ACEC).

A FLUPP Brasil substitui a FLUPP Pensa, evento que teve duas edições (2012 e 2013) no Rio de Janeiro, lançou quatro livros e 84 novos autores selecionados a partir de oficinas promovidas em comunidades cariocas. Nesse novo formato, o evento apresentará 40 novos autores que terão seus textos publicados em um livro, com lançamento previsto para agosto desse ano. As inscrições poderão ser feitas via site até a véspera de cada evento.  “Assim como aconteceu na FLUPP Pensa, a FLUPP Brasil tem como principal objetivo a produção de um livro. A diferença desta vez é que o tema remeterá a uma reflexão profunda sobre o País. Por isso, nós elegemos quatro pensadores brasileiros, fundamentais para a estruturação do nosso País, que terão suas obras discutidas com total abertura crítica”, explica Julio Ludemir, um dos idealizadores da FLUPP Brasil.

O evento

A FLUPP Brasil terá dois dias de duração cada e acontecerá em duas etapas: um debate sobre quatro grandes pensadores brasileiros (Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda, Mário de Andrade e Darcy Ribeiro) e um encontro literário entre escritores do Brasil e de outros países que têm seleções classificadas para a Copa do Mundo deste ano, caso do México, Irã e Argélia, que debaterão o local e o global.

Para a edição de estreia, estão confirmados autores como Cristóvão Tezza, Bernardo Buarque de Holanda e Rogério Pereira, entre os brasileiros. Para o time de autores estrangeiros foram escalados o iraniano Mohsen Emadi, o sul-coreano Kim Young-ha, o mexicano Juan Pablo Villalobos e o argelino Abdelkader Djemai. Outros nomes são Roberta Estrela Dalva, Alessandro Buzo, a uruguaia Inês Bortagaray e o francês Jean Yves Loude.

Após o encerramento do ciclo de debates, os participantes da FLUPP Brasil enviarão textos, poemas e narrativas curtas, que serão analisados pelos curadores do evento e selecionados para a publicação no livro da FLUPP Brasil. Ao todo, serão selecionados dez textos escritos por dez autores de cada uma das cidades sede, num total de 40.

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A escrita da cidade partida: identidade e alteridade em Capão Pecado

por PACC | 17.12.2013
Publicado originalmente por Luciana Paiva Coronel na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea

Este artigo discute a representação da cidade no romance Capão Pecado, de Ferréz, que contraria a forte tendência de desterritorialização do espaço urbano no terreno ficcional brasileiro por meio de uma narrativa ancorada em zona específica da periferia paulistana, marcada pela violência e pela miséria extremas e configurada como a base de um movimento de autoafirmação da cultura dos segmentos excluídos. Em um texto fragmentário e cru, escrito com a colaboração de lideranças culturais da região, o autor mescla aspectos da ficção e da escrita de testemunho, buscando construir um sentido de comunidade entre os moradores de Capão Redondo, ao mesmo tempo em que lhes opõe ao centro da cidade, onde residem aqueles que, segundo a concepção que rege a construção da narrativa, se beneficiam das iniquidades da ordem vigente.

> Leia a íntegra do artigo “Saraus das periferias de São Paulo: poesia entre tragos, silêncios e aplausos”

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Saraus das periferias de São Paulo: poesia entre tragos, silêncios e aplausos

por PACC | 17.12.2013
Publicado originalmente por Lucía Tennina na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea

Este artigo apresenta um panorama do movimento dos saraus da periferia a partir da hipótese de que os saraus da periferia articulam uma nova concepção do espaço “periferia”. O trabalho parte da análise das fórmulas rituais que nele se desenvolvem e as variadas dimensões de construção de identidades periféricas pensadas desde a ideia de cultura. A análise atinge também os estilos dos poemas que costuma se declamar nesses espaços. O artigo insiste em marcar as diferenças entre os saraus da periferia, principalmente diferenças geográficas e temáticas, fazendo referência também à gestão das políticas culturais que dialoga com esse movimento de saraus da periferia. Finalmente, reflete-se aqui em relação com o processo atual dos saraus da periferia, a partir da desterritorialização de muitos deles.

> Leia a íntegra do artigo “Saraus das periferias de São Paulo: poesia entre tragos, silêncios e aplausos”

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Binho Cultura, o pai da festa literária da Zona Oeste

por PACC | 10.12.2013
Publicado originalmente por Joana Dale no jornal O Globo

<br /> George Cleber, mais conhecido como Binho Cultura, é o agitador cultural de Bangu<br /> Foto: Ana Branco / Agência O GloboA história do menino que não tinha livros, mas gostava de ler, virou escritor e criou a Flizo 

RIO – Filho de um carpinteiro e de uma dona de casa, George Cleber Alves da Silva, o Binho Cultura, começou a ler prematuramente, dos 3 para os 4 anos. As placas das ruas da Vila Aliança, conjunto habitacional de Bangu onde nasceu e se criou, foram seus primeiros objetos de leitura.

— As ruas da Vila Aliança sempre tiveram nomes de profissões. Gostava de brincar na Rua do Carpinteiro e na Rua do Florista, mas a minha preferida sempre foi a Rua do Aprendiz — lembra ele.

Na adolescência, começou a escrever letras de funk melody, inspirado por MC Marcinho, seu conterrâneo, e Bob Rum, da vizinha Santa Cruz:

— Na década de 1990, todo moleque de favela queria ser jogador de futebol ou MC. Como eu era ruim de bola, comecei a escrever letras de funk. Mais tarde, me distanciei da música por causa da violência que rolava nos bailes de corredor, e me vi fazendo poesia.

Aos 17 anos, Binho saiu da escola.

— Meus pais não tinham dinheiro para comprar o livro paradidático, e eu confidenciei o meu problema à professora, pedindo para ela não me dar zero na prova. Mas, ela não só me deu zero como contou para a turma inteira que não podia abrir uma exceção para mim porque meus pais não tinham dinheiro para comprar um livro. Fiquei traumatizado, revoltado — lembra.

Um ano depois, a raiva se transformou na Biblioteca Quilombo dos Poetas. Após passar “vergonha” por não ter o tal livro paradidático, Binho passou a pegar livros com vizinhos, amigos, amigos dos amigos, e montou uma biblioteca comunitária, a primeira da Vila Aliança:

— Não queria que meu irmão, nem mais ninguém, passasse pela vergonha que passei na sala de aula.

A Biblioteca Quilombo dos Poetas pode ser considerada uma espécie de pedra fundamental da construção de um projeto de incentivo à leitura em Bangu e arredores. De lá para cá, entre outras conquistas, Binho terminou a escola, se formou em Ciências Sociais pela Fundação Educacional Unificada Campograndense (Feuc), fundou o Centro Cultural A História Que Eu Conto, promoveu a construção de uma Nave do Conhecimento e escreveu um livro. O mais recente capítulo dessa história foi a realização da Festa Literária da Zona Oeste (Flizo), para a qual mapeou cem escritores da região e promoveu 50 mesas redondas em escolas municipais e clubes de sete bairros da Zona Oeste, de 30 de setembro a 1º de novembro deste ano.

— Conseguimos dar visibilidade à região, que até então era um deserto cultural, com a proposta do contrafluxo. É comum qualquer morador da Zona Oeste consumir cultura na Zona Sul e no Centro. Mas, agora, precisamos parar de reclamar da falta de políticas públicas e promover programações para que as pessoas venham nos visitar. Essa é a proposta da Flizo, incluir a região no mapa cultural da cidade — diz o agitador cultural, de 33 anos.

A Flizo foi inspirada no modelo da Flupp, a Festa Literária das Periferias. Ano passado, quando participava de uma mesa da Flupp no Cantagalo, Binho teve um insight e anunciou a criação da Flizo para este ano. Na cara e na coragem.

— O Binho é um dos caras que você pensa quando quer falar de ações culturais no Rio. Faz parte de uma nova geração, que vem das bordas da cidade, e está construindo uma nova história — avalia Écio Salles, diretor executivo da Flupp. — A Flizo não é só importante, mas necessária por garantir o direito ao livro para uma das regiões mais populosas da cidade.

Por uma infeliz coincidência, o encerramento da Flizo foi no dia seguinte ao tiroteio que provocou a morte do menino Kayo da Silva Costa, de 8 anos, durante uma tentativa de resgate de detentos que prestavam depoimentos no Fórum de Bangu. A solenidade final da festa literária, realizada no Bangu Atlético Clube (no mesmo lugar onde Kayo fazia escolinha de futebol), acabou se transformando numa homenagem ao menino. O cantor Toni Garrido e a poetisa Elisa Lucinda estavam lá.

— Foi uma resposta pacífica e contundente à tragédia — lembra Elisa Lucinda. — Era a primeira vez que a comunidade estava reunida em torno da palavra escrita. E o discurso levanta a cabeça para a gente clamar por Justiça. Foi uma triste coincidência, e dei parabéns ao Binho por ele ter tido coragem para continuar. Ano que vem estarei lá de novo, quero ministrar uma oficina de poesia.

A Flizo de 2014 está programada para o mês de junho, antes da Copa do Mundo. Até lá, Binho pretende lançar livros de expoentes da região através da criação da Editora Flizo, que vai funcionar em forma de um consórcio literário. Entre as publicações em vista para janeiro está o romance “Vida em risco”, de sua própria autoria.

— É uma história ambientada entre a Vila Aliança e Vila Kennedy, e o personagem principal é um escritor da favela. Não chega a ser um romance autobiográfico, pois possui altas doses de ficção — conta Binho, que no início do ano também vai lançar uma coleção de livros infantis, desta vez pela Libris.

O seu primeiro livro, “A história que eu conto”, foi lançado em junho pela Aeroplano, editora de Heloísa Buarque de Hollanda, professora da UFRJ e crítica literária.

— O Binho é um intelectual da periferia, um artista-cidadão que cria e tem compromisso com o entorno. Não depende de nada ou de ninguém para seguir em frente, está sempre agindo com urgência — diz Heloísa.

O livro “A história que eu conto” tem o nome do principal centro cultural da Vila Aliança, fundado por Binho, Jefserson Cora (seu irmão) e Samuel Muniz, o Samuca, em 2008. O espaço fica na Escola Municipal Austregésilo de Athayde, que estava abandonada após ser atingida por balas perdidas durante uma operação da polícia na região. O trio ocupou o terreno de quatro mil metros quadrados com base no Estatuto da Cidadania — toda a história narrada em detalhes no livro do rapaz. Ano passado, porém, Binho se desligou do centro cultural por conta de “divergências internas” e seguiu o seu caminho focado na criação da Flizo.

Sem esconder a marra, ele faz planos ambiciosos para o futuro:

— A minha meta é ser ministro da Cultura em dez anos. Tudo o que eu fiz na minha vida sempre foi audacioso.

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Waly Salomão: força e inspiração

por PACC | 27.11.2013
Publicado originalmente por Giselle Soares no AfroReggae

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Literatura, festa e exposição interativa, tudo junto. Entre os dias 20 e 24 de novembro, Vigário Geral  reuniu autores brasileiros e estrangeiros que debateram a cultura nas periferias, celebraram o aniversário de 20 anos do Grupo Cultural AfroReggae e homenagear o poeta baiano Waly Salomão. Os 10 anos de morte e 70 anos de nascimento de Wally Salomão foram o centro de três eventos simultâneos: a FLUPP, Festa Literária das Periferias, na qual foi homenageado, uma exposição com curadoria de Marcello Dantas e Carlos Nader, e os 20 anos do Grupo Cultural AfroReggae.  Exposição começou junto com a FLUPP, mas vai rolar até o dia 20 dezembro em Vigário Geral. Confira as fotos:

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Abdias Vive! Dos Quilombos de Resistência à Nave do Conhecimento

por PACC | 25.11.2013
Publicado originalmente por Jeferson Cora* e Christiane Odara** 
no jornal Extra

“Umas das maiores honras para os moradores de Vila Aliança e para nós fundadores do Centro Cultural A História Que Eu Conto foi ter recebido a notícia, através do Vice Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Adílson Pires que a Nave do Conhecimento de Vila Aliança, seria batizada com o nome do saudoso Abdias do Nascimento. Gostaríamos de ter o recepcionado em vida, com certeza seus olhos brilhariam em contemplar a continuidade da sua árdua, porém vitoriosa luta, um legado comparado a um Quilombo sofisticado, diferentemente da segregação, este é um espaço acolhedor de todas as raças, classes e crenças, integrados através da tecnologia e construído dentro do Primeiro Conjunto Habitacional da America Latina.

É Abdias, como diria João Nogueira, “O corpo a morte leva, mas o nome a obra imortaliza”. A Vila Aliança orgulha-se de ter a sua História lincada a sua trajetória, e com vossa benção, está contribuindo com o desenvolvimento de milhares de pessoas, por meio do acesso a tecnologia, sobretudo, a novos conhecimentos.” Jeferson Cora

Sinto-me lisongeada em fazer parte dessa história de ‘guerra’, ‘luta’ e ‘vitórias’. E seguimos .. como diz o poeta do povo Sérgio Vaz, “blindando as crianças (com cultura e conhecimento) .. para que não se precise blindar os carros”.

Quem ainda não conhece a história desse Brasileiro, ativista social e político, um dos maiores defensores da cultura e igualdade para as populações afrodescendentes no Brasil; Professor Emérito pela Universidade do Estado de Nova York; artista plástico; escritor; poeta e dramaturgo Abdias, acesse e saiba mais.

“Diga ao Pai que nunca no trabalho descansamos… esse contínuo fazer..”

Abdias Vive!

*Jeferson Cora é Administrador da Nave do Conhecimento Abdias do Nascimento e um dos fundadores do Centro Cultural A História Q Eu Conto, localizado no Complexo de Vila aliança e Senador Camará

**Cristiane Andrade é blogueira, monitora pedagógica da Nave do Conhecimento Abdias do Nascimento e facilitadora dos Blogs Repórter do Amanhã/Praça do Conhecimento, do Jornal Extra On-line

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FLIZO – Festa Literária da Zona Oeste

por PACC | 11.10.2013

flizo_thumbConstruir uma agenda de atividades e programações culturais permanentes na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, fortalecendo a literatura e a economia criativa como pauta contando com a parceria e recursos das empresas da região. Este é o principal objeto da FLIZO – Festa Literária da Zona Oeste, que teve inicío em 30 de setembro e segue até o próximo dia 1. de novembro. O público foco da FLIZO são estudantes de escolas públicas, professores e coordenadoras de salas de leituras, docentes e discentes do ensino superior dos cursos da área de humanas, moradores da região, organizações de projetos socioculturais, pontos de leituras, artistas e produtores oriundos dos sete bairros selecionados da Zona Oeste que não têm acesso a ações neste segmento – Santa Cruz, Sepetiba, Guaratiba, Campo Grande, Senador Camará, Bangu e Realengo. Entre as atividades, acontecem Rodas de conversa com a equipe da Biblioteca Nacional e os autores da FLIZO sobre temas como direitos autorais e ISBN; Oficinas com autores; Guia literário; FLIZO mirim; FLIZO sênior; e Concurso de poesia.

Com isso a FLIZO pretende realizar o mapeamento dos escritores da região que tenham livros publicados e os que ainda não conseguiram publicar; reconhecer e dar visibilidade aos projetos literários; tornar escritores, artistas e produtores culturais referências; estimular a economia criativa e o empreendedorismo social; atuar em parceria com as entidades de ensino da região; incentivar empresas da região a investirem na infraestrutura cultural local; publicar uma coletânea com textos selecionados dos escritores da FLIZO; fomentar o contra fluxo cultural da cidade a partir de programações e eventos para atrair além do público local também os grupos e pessoas de fora da região; criar o mapa dos escritores e projetos literários da Zona Oeste; agregar valores artísticos e culturais e tornar notória a diversidade cultural existente na Zona Oeste; e estreitar a relação entre quem escreve e quem lê, apresentando ao público, em sua maioria não leitor, o autor de sua região.

Entre os convidados, estão Heloisa Buarque de Hollanda, Marcos Vinicius Faustini, Elisa Lucinda, Luis Eduardo Soares, Ecio Salles, Cida Mansur, Otávio Moreira (Cia. Teatral TV.V), Mc Aramis, Jorge Ventura, Binho Cultura, Anderson Assis, Valéria Barbosa.

> Confira a programação completa

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Dia de imersão na cultura caboverdiana

por PACC | 02.10.2013
Publicado originalmente por Giselle Soares no AfroReggae

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DIÁRIO DE BORDO

Por Ana Cristina, Bruna Camargos e Malu Cotrim, em 27 de setembro

Hoje começamos o dia na ONU para fazer acertos, pois Alazais e Nelida estavam de partida para Dakar, no Senegal. Existiam muitos pontos a serem amarrados antes da ida delas.  Mais estamos avançando.

Depois partimos para Safende agora no terreno com a presença da Malu, que foi se inteirar do espaço onde ocorreram as oficinas. No espaço tivemos uma grande aula sobre a cultura Cabo Verdiana com Adelsia, ela nos contou sobre a diferença do crioulo falado entre as ilhas cabo-verdianas, que muito se dá por conta da influência das línguas estrangeiras como o francês, o inglês e o português, falamos muito sobre a história da colonização portuguesa nas ilhas. Adelsia é uma mulher muito guerreira, que tem uma linda história de superação, hoje além de estar à frente do Espaço Aberto Safende, é professora universitária, parece dura, mas sabemos que é um doce.

Neste fim de semana seria a festa da padroeira do bairro Santa Teresinha, é um dia onde há festa em todas as casas, nos animamos para ir, mas não sabemos ainda se poderemos, pois o fim de semana será de planejamento e organização, não queremos perder um segundo no terreno, não queremos perder nenhuma gota da cultura Cabo Verdiana.

Lá em Safende, nosso planejamento era ir para rua fazer inscrição e IPM, mas assim que descemos, logo tivemos que entrar, pois os jovens começaram a aparecer para fazer as inscrições, vieram um, dois, três e quando vimos estávamos todos a fazer inscrição e a fila ia se formando.

Durante a inscrição, conhecemos Sara, uma menina de 20 anos que está na faculdade, mas que tem um olhar triste, fomos conversando e ela falou muito entristecida que não conseguia comer, eu perguntei porque? E ela me disse que não sentia vontade, muita gente diz para ela que deve ir ao médico, mas ela não vai, ela acha que tem anemia, mas que ela não sabe.

Tinha um trio, dois meninos e uma menina fazendo inscrição com a Ana, que pareciam ser muito amigos, tinham muita intimidade, dois deles estão na universidade, durante as inscrições eles brincavam muito um com o outro, em crioulo.

Bruna fez a inscrição de um rapaz que tem 19 anos, mas que parou no 7º ano, perguntei se ele não tinha vontade de estudar, ele disse que queria muito, mas que a mãe não o deixava mais  estudar, ele repetiu de ano, aqui é uma grande vergonha ser reprovado, porque se for reprovado duas vezes,  ele está fora da escola, tem um fator de idade muito importante também, porque se a idade estiver avançada para o ano de ensino o aluno também não pode permanecer na escola.

No jantar saímos para comer alguma coisa perto do hotel, mas a comida se tornou muito mais saborosa depois porque conhecemos Wagner, um menino de 32 anos, menino mesmo, pois aparenta ter 17 anos! Ele é um artista, faz parte da companhia de dança cabo verdiana Raiz de Polon. Sua visão sobre a vida, sobre o amor, sua relação com a mãe e com o Brasil nos emocionou! Perguntando para ele sobre algum poema ou música cabo verdiana que falasse de futuro ou esperança, ele nos disse que tudo em cabo verde fala de esperança, “- Nos vivemos de esperança, não há chuva, não há nada, vivemos de esperança”. Sua visão sobre o Brasil é extremamente impactante para um brasileiro, Wagner falou: “- Quando eu estiver a morrer quero morrer no Brasil, perguntamos, onde? Ele disse: “- Não importa! Basta ser no Brasil.” Este é um povo muito apaixonado pelo Brasil, todas as vezes que perceberam que éramos brasileiras, logo tivemos um sorriso, e uma conversa sobre o Brasil, e a frase sempre termina com um dia eu quero ir para o Brasil!.

E o papo com Wagner rendeu, ele nos deu uma aula sobre a cultura e a literatura Cabo Verdiana, falou de dois grandes escritores: Arménio Vieira que ganhou o prêmio Camões de 2009. E Eugenio Tavares, que possui uma vasta obra que vai da poesia à música, durante a festa da língua portuguesa em Sintra, Corsino Fortes, poeta e antigo embaixador de Cabo Verde em Portugal, intitula-o de “Camões de Cabo Verde” e realça o autor de fazedor de opinião numa enorme dimensão de pensador.

Nossa noite não poderia terminar com melhor conto, do que o aniversário de Cesária Évora, Wagner nos disse que no dia do aniversário da cantora, toda gente a homenageou com os pés descalços, não importava a classe o dia era de lembrança da Diva dos pés descalços.

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Um Rio de leitores

por PACC | 01.10.2013
Publicado originalmente por Marianna Salles Falcão no site Cultura.RJ

A Zona Oeste em foco: mais de 70 escritores da região participam da festa  (Crédito: Mônica Parreira)

No ano em que a Bienal do Livro do Rio de Janeiro recebeu mais de 650 mil visitantes e a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) comemorou a entrada numa nova década com sua 11ª edição, um novo porto da leitura acaba de ser criado na cidade: a partir de hoje, 30/09, começa a 1ª Festa Literária da Zona Oeste (FLIZO). Até 1º de novembro, mais de 70 escritores da região participarão de saraus, mesas redondas e outras atividades em nove bairros: Santa Cruz, Sepetiba, Guaratiba, Campo Grande, Senador Camará, Bangu, Realengo, Jacarepaguá e Barra da Tijuca. As atividades acontecerão em 16 escolas municipais e oito universidades, além do Espaço Ser Cidadão em Santa Cruz, da Cidade das Artes e da Escola Sesc Nacional de Jacarepaguá. Música, teatro e dança também estão incluidas nos 32 dias de intensa programação.

“Sempre tive o sonho de realizar um evento literário. Em 1998, fundei uma biblioteca, dez anos depois, um centro cultural. Em 2012, ao participar da Festa Literária das UPPs (FLUPP), e inspirado nos meus amigos e padrinhos literários Júlio Ludemir e Écio Salles, percebi que era um sonho possível”, conta o idealizador e escritor Binho Cultura. Nessa primeira edição, o homenageado é José Mauro de Vasconcelos, natural de Bangu e autor do clássico infantojuvenil Meu Pé de Laranja Lima. A abertura da festa, no Espaço Ser Cidadão, terá uma leitura dramatizada da obra.

Ao lembrar um grande nome da nossa literatura nascido na região, a FLIZO abre o caminho para mostrar a potência da produção cultural da Zona Oeste. “Este encontro vem para iluminar a produção literária e a voz de cidadãos que até pouco tempo atrás não tinham nenhuma atenção das mídias e das políticas públicas. É reflexo de uma mudança profunda na forma de a população do Rio de Janeiro construir a cidade que quer”, diz Vera Saboya, superintendente de Leitura e Conhecimento da Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

Ciente de que as crianças são essenciais na construção dessa nova cidade, a festa tem um foco muito grande na programação em escolas, e contará até com uma “embaixatriz mirim”: a menina Ana Clara, de apenas oito anos. Aos cinco, escreveu seu primeiro livro, A Casa da História Feliz, seguindo os passos da mãe, Elaine Cristina Marcelina Gomes, autora de duas obras publicadas. Para Elaine, exemplos como o de sua filha são fundamentais para mudar a relação dos pequenos com a leitura e a escrita – coisa que já vem acontecendo em Campo Grande, onde moram. “Eu distribuía o livro da Ana para os coleguinhas dela, e um dia ela veio me dizer que um amigo de outro prédio queria aprender a escrever com a gente. Aí eu juntei uns cinco meninos, dei caderno e lápis, e eles se reuniam aqui. Eles perceberam que, se uma colega tinha feito, eles também podiam escrever, num processo que vai assim ganhando força”, conta a escritora.

Palavras sem fronteiras

A FLIP foi um marco importantíssimo para nosso Estado: ao ser criada, 11 anos atrás, conseguiu mostrar que eventos focados em literatura tinham uma receptividade com o público muito maior do que velhos conceitos de que “brasileiro não lê” podiam levar a crer. Hoje, a Superintendência de Leitura e Conhecimento da SEC contabiliza mais de 10 municípios onde Feiras Literárias acontecem pelo menos uma vez por ano, e, seguindo o exemplo da Bienal do Riocentro, as cidades de Campos dos Goytacazes, Volta Redonda e Quissamã também organizam encontros semelhantes. Petrópolis, Santa Maria Madalena e Iguaba Grande realizam anualmente festas literárias, que se espalharam também por vários cantos da capital, em edições em Santa Teresa e em comunidades pacificadas, por exemplo.

Para Vera Saboya, a expansão dos eventos focados em literatura é uma resposta organizada a algo que, informalmente, já vem sendo reconhecido: a imensa variedade da produção literária fluminense. “O que acho extraordinário é que esses livros que estão surgindo na Zona Oeste e em outras regiões da Baixada, por exemplo, alcançam vendas significativas mesmo sem poder contar com uma rede forte de comércio. Eles são vendidos em feiras, de mochila em mochila, de conversa e conversa, de mão em mão”, percebe.

Justamente para discutir esse cenário, a FLIZO programou para 1º de novembro, em seu encerramento no salão nobre do Bangu Atlético Clube, a mesa O Fenômeno das Festas Literárias no Rio de Janeiro, que contará com representantes da FLIP, da FLUPP, da Festa Afroliterária (FLIAFRO) e da Festa Literária da Diáspora Africana de São João de Meriti (FLIDAM), cuja primeira edição acontecerá em novembro.

“Creio que o primeiro legado da FLIDAM está na reflexão de por que nossa cidade e a Baixada possuem poucos locais para o contato mais próximo com a leitura e o conhecimento, para além do espaço formal da escola. Outro legado está no fato de que aqui em São João, somos seguramente mais de 51% da população de afrodescentes, e não nos reconhecemos como autores, parece algo muito distante. E não precisa ser, é uma questão relacionada à identidade e à autoestima”, diz o organizador, o educador e membro da Academia de Letras e Artes de São João de Meriti Rodney Albuquerque.

Ainda segundo Rodney, a chegada de eventos como festivasis literários criam “espaços de educação não formal”, através do qual as pessoas têm a chance de se formarem através da leitura. “Nossos jovens precisam ler muito mais, e especialmente encontrar o prazer nesta ação. Cresci em São João de Meriti e não tive acesso a isso de forma plena em meu processo de educação formal, tive que encontrar caminhos para superar minhas próprias limitações. Hoje, sei que este caminho poderia ter sido abreviado”, diz.

Para a escritora Elaine Cristina Marcelina Gomes, o surgimento da FLIZO e de outros eventos dedicados à literatura em espaços periféricos é sinal de que este caminho está aos poucos ganhando atalhos. “Costumo participar de saraus no Sesc Santa Luzia, ou seja, acabo tendo que sair da Zona Oeste para apresentar meus trabalhos. Com essa festa, vamos mostrar para a cidade que, independente do lugar, o escritor é capaz de produzir”, diz.

Outras informações em Programação Cultural.

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Litera-Rua: a cultura da periferia em Capão Pecado, de Ferréz

por PACC | 23.08.2013
Publicado originalmente por Darlan Santos e Jacques Fux na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea

Este artigo tem como objetivo debater a possibilidade de expressão, na sociedade contemporânea, daqueles que se situam à margem, condenados à vida e às narrativas residuais. Sob esse prisma, estudamos a obra Capão Pecado (2000), de Ferréz, apresentando a fala do subalterno e a cultura marginal, especificamente, na chamada “Litera-Rua”.

> Leia a íntegra do artigo “Litera-Rua: a cultura da periferia em Capão Pecado, de Ferréz”

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A plenitude de um vazio em que a pobreza não é mais paisagem: a periferia em Paulo Lins e Ferréz

por PACC | 23.08.2013
Publicado originalmente por Alva Martínez Teixeiro na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea

Este artigo pretende situar os romances Cidade de Deus de Paulo Lins e Capão Pecado Manual prático do ódiode Ferréz no panorama dos ‘novos realismos’ brasileiros contemporâneos, avaliando as escolhas temáticas e as técnicas e procedimentos narrativos. Aliás, este estudo analisa a originalidade da sua prosa, notando a cautelosa distância da sua filosofia estética e os elementos fundamentais do seu universo literário – pobreza, crime e desigualdade – a respeito de qualquer cultura extrema da violência. A análise destes livros procura revelar outra perspectiva do problema da imagem da cidade e da pobreza urbana, normalmente sensacionalista, e contribuir a uma melhor compreensão da complexidade da violência quotidiana nas comunidades urbanas pobres.

> Leia a íntegra do artigo A plenitude de um vazio em que a pobreza não é mais paisagem: a periferia em Paulo Lins e Ferréz

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Alessandro Buzo e o engajamento literário da periferia

por PACC | 23.08.2013
Publicado originalmente por Rejane Pivetta de Oliveira e Tiago Pellizaro na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea

A literatura contemporaneamente produzida pelos escritores das periferias brasileiras constitui um novo modo de pensar a representação da pobreza, trazendo à tona questões como a posição do autor e o papel da literatura como ferramenta de ação coletiva com efeitos de mobilização e organização da vida das comunidades marginalizadas e socialmente excluídas. O objetivo deste artigo é discutir o tema do engajamento literário como componente indissociável da literatura periférica, a partir da trajetória de Alessandro Buzo como agente cultural, cuja intervenção confere à literatura uma função ao mesmo tempo prática e simbólica.

> Leia a íntegra do artigo “Alessandro Buzo e o engajamento literário da periferia”

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Poesia em balcões

por PACC | 16.08.2013
Publicado originalmente por Josias Mourão de Oliveira* 
no jornal Extra

Um talento esquecido na comunidade. Numa vendinha, em Vila Aliança, poesias são feitas no balcão. A inspiração vem e em um guardanapo mesmo, ela nasce na nossa frente. Em letras de forma, versos tomam forma, sem esforço, sem vaidade. Conheçam a história do poeta Osvaldo Otônio Rosa:

Josias: O senhor tem um sonho?

Eu tenho um sonho em colocar a minha poesia para as pessoas, para que se tornem mais humanas, mais amigas

Josias: Há quantos anos convive com a comunidade?

Há aproximadamente 50 anos. Cheguei em 1964.

Josias: Como surgiu o interesse pela poesia?

Eu gosto muito das coisas arquitetadas,bem feitas e feita com amor. E sou apaixonadao pela poesia, a minha maior paixão nessa vida é a poesia e passar para o papel aquilo que penso há muitos anos. Parece vir de berço.

Josias: Como é a busca do poeta para inspiração surgir em um pedaço de papel de pão?

Eu olho os acontecimentos em minha volta, para as pessoas, para dentro de mimha alma e busco fazer com que as minhas palavras aquilo que quero fazer com as pessoas.

Josias: Todas as manhãs o senho gratifica as pessoas que passam para trabalhar com um café, qual o propósito desta ação?

Uns dos prazeres de minha vida é ver os meus amingos indo para o trabalho com a primeira refeição do dia e felizes.

Josias: Como foi o seu primeiro trabalho?

Até os nove anos, na minha cidade, a escola era difícil, pois era na roça, no interior e eu até os nove anos, trabalhava na lavoura. Quando eu cheguei no Rio, fui morar na comunidade do Pinto e, depois, voltei para Bangu, onde me registrei com 18 anos, na escola Moacior Padilha, onde fiz a minha primeira redação e todos gostaram, mesmo com erros, porém original.

Josias: Qual o número de obras você possui?

Até o sétimo volume, tenho averbado pela bibliopteca nacional, os meus trabalhos são diversificados, vários temas, entre músicas, poesias e quebra cabeças.

Como sou muito conhecido, um dia falando a um amigo que tinha um sonho poético de dar um abraço no teatro municipal com as minha obras para mostrar às pessoas a minha obra, um pouco do que tenho no coração , amor pelo Rio de Janeiro, adoro essa cidade, gosto da cultura e da poesia.

Nem mesmo a minha mulher tem tanto amor por mim quanto eu tenho pela poesia. rs

*Josias Mourão de Oliveira é aluno do curso de jornalismo digital do Extra, na Nave do Conhecimento de Vila Aliança.

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Depois da Flip, em Paraty, está chegando a hora da Flizo, a Festa Literária da Zona Oeste do Rio

por PACC | 10.07.2013
Publicado originalmente por Bruno Cunha no jornal Extra

Binho Cultura (à direita, de branco) com outros autores que vão participar da Flizo, em setembro
Binho Cultura (à direita, de branco) com outros autores que vão participar da Flizo, em setembro Foto: Nina Lima / Extra

Uma só não, mas várias histórias o escritor Binho Cultura tem para contar. A implementação de um projeto cultural na Vila Aliança, onde mora, e os benefícios que a iniciativa trouxe à comunidade são apenas algumas. Outras virão nos dias 30 de setembro e 1º de novembro, quando ele e mais 50 autores ,“garimpados” na região, participarão da Festa Literária da Zona Oeste (Flizo), criada para incentivar investimentos na área da cultura.

— Queremos fazer da festa literária uma extensão bem sucedida da experiência no centro cultural. Na Vila Aliança, chegou a Nave Cultural, unidades escolares e até melhorias no saneamento. Hoje, as ruas de lá são asfaltadas — destaca Binho Cultura.

Ele, que no dia 6 de julho lançou o livro “A história que eu conto”, sobre o projeto na Vila Aliança, participou da implementação do projeto cultural no local, que oferece biblioteca e oficinas de cinema, de estamparia e de confecção, entre outras:

— Com o crescimento da região, precisamos investir na qualificação de mão de obra, especialmente para a área administrativa.

O Livro “A história que eu conto”, de Binho Cultura, relata como surgiu um projeto, na Vila Aliança, que trouxe incentivos culturais à comunidadeEvento começa em Santa Cruz e vai passar por mais sete bairros

A Feira Literária será mesmo uma grande festa para os moradores da Zona Oeste. Principalmente com mais formação técnica e acadêmica, mais investimentos em cultura e até com o estímulo aos espetáculos de teatro locais, conforme reivindicam os organizadores do projeto.

E eles fazem isso há três meses, quando começaram as reuniões para definir como a Flizo seria realizada.

— Vamos levar dois escritores locais a duas escolas de cada um dos oito bairros por onde a Flizo vai passar — explica Binho Cultura, lembrando que a abertura do evento será na casa Ser Cidadão, em Santa Cruz.

E, além do bairro, Campo Grande, Guaratiba, Sepetiba, Senador Camará, Bangu, Realengo e Jacarepaguá também estão entre os contemplados com a festa, que não será fixa.

— A Flizo veio reacender esse comichão, em mim, de fazer cultura. Estou vendo que é uma oportunidade para muita gente que, assim como eu, estava acomodada, e para quem está nascendo agora — diz a escritora Sonia Abreu.

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Parceira da CUFA realiza evento literário em Manguinhos

por PACC | 04.07.2013
Publicado originalmente por Cufa

Com o apoio do Projeto CAIS da FioCruz, o Coletivo de Integração Artística de Benfica – CIAB, realiza no próximo sábado, 6, o III PicNic Literário em Manguinhos, de 13h as 17h, no Parque Linear. As atividades foram pensadas para agradar a diversidade do público que vai ao local. Haverá leitura de história, música e oficinas de artes plásticas. Os organizadores estão pedindo a todos os que queiram participar que tragam, além dos livros e gibis, algum tipo de petisco, exatamente como em um piquenique.

Os livros ficarão expostos e o público poderá ler ali mesmo ou pegar emprestado por um determinado tempo. Para Virgílio Moreira dos Santos, coordenador do CIAB, o evento “é uma tentativa de produzir um ponto de encontro na região, com a troca de livros e informações literárias com a comunidade de Manguinhos.”

Ao lado da Estação de trem do bairro há um local coberto e mesmo que chova não haverá preocupação ou adiamento. Para a terceira edição do Picnic, o CIAB conta também com as parcerias da Biblioteca Parque de Manguinhos, o Projeto Vivendo, Lendo e Aprendendo (de Marechal Hermes) e a Unisuam, além do Projeto CAIS, do Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Licts)/Icict.

Virgílio Santos explica a intenção do projeto:

– O evento é uma grande miscelânea, que tem o intuito de propagar a cultura no território de Manguinhos e convidamos todos a trazer a sua doação de livro ou gibi, bolo, sorvete, suco, sanduíche e participar conosco.

Quem quiser doar livros infanto-juvenis e gibis poderá entregar na Biblioteca de Ciências Biomédicas, da FioCruz, que fica na Av. Brasil, 4.365, Pavilhão Haity Moussatché, em Manguinhos, ou entrar em contato com o coordenador do CIAB, Virgílio Moreira pelo telefone 9207-2214.

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Flupp Pensa: Capítulo 2

por PACC | 27.05.2013
Publicado originalmente por Victor Viana no Observatório das Favelas
Fotos: Cesar Duarte

A Festa Literária Internacional das UPPs, mais conhecida como FLUPP, teve sua primeira edição ano passado no Morro dos Prazeres e lançou novos escritores de diversos territórios do Rio de Janeiro.  Assim como no ano passado, durante os meses que antecedem a festa literária, acontece a Flupp Pensa, o jogo literário que a partir da produção de textos e trocas de experiências com outros autores seleciona os escritores que terão seus textos publicados no final do ano. Durante os encontros, os fluppenseiros – como são chamados os participantes do game – produzirão uma série de textos que passarão por uma banca avaliadora. Serão 20 encontros e no final desse processo 41 escritores escolhidos. A novidade é que esse ano serão três publicações: Um livro de poesias, um de contos/crônicas e um romance.

O primeiro encontro aconteceu no último sábado (18), no Morro dos Macacos, e contou com a presença de Marco Lucchesi, membro oficial da Academia Brasileira de Letras e o poeta mineiro, Ricardo Aleixo. Os dois falaram de suas experiências, seus primeiros contatos com a literatura e de quebra ainda recitaram poesias de suas autorias. Nesse mesmo dia também aconteceu um sarau com os escritores da Flupp Pensa de 2012.

As idades dos participantes de 2013 variam entre 16 e 60 anos, mais diversificadas que isso somente os lugares de onde essa galera veio: Cidade de Deus, São Gonçalo, Mesquita, Meier, Ipanema, Borel, entre outros. Para Écio Salles – coordenador da FLUPP em pareceria com Julio Ludemir – essa também é uma das funções da festa.  “Essa mistura é muito boa para a construção de redes. Conhecemos muitas pessoas por causa da FLUPP, um pessoal que também trabalha com literatura, mas em outros territórios. Hoje a gente conhece a turma do Uma Noite da Taverna, um evento de poesia que acontece há nove anos em São Gonçalo, o sarau Poesia de Esquina da Cidade de Deus e muitos outros. Quando você conhece outros territórios acaba aumentando seu poder de realização”, declarou Salles.

Maria Inez é moradora de Vila Vintém e participou da Flupp Pensa ano passado, aos 56 anos, mas escreve desde os nove. Seus textos até então só eram vistos pelos familiares, mas enxergou na FLUPP Pensa a oportunidade que precisava. “Foi uma realização. Eu precisava mostrar pra todo mundo o que eu escondia, e por sorte conseguir ter meu texto publicado no livro”, comentou. Foi por conta da FLUPP que Maria descobriu que sua vizinha também escrevia. As duas agora estão com a ideia de um projeto chamado “Resgatando autores anônimos”, que busca descobrir os escritores escondidos de Vila Vintém.

Além de ter levado o prêmio “Faz Diferença” do jornal O Globo, a FLUPP mobilizou nomes importantes da literatura brasileira fazendo essa arte interagir ainda mais com os moradores das favelas cariocas. Ferreira Gullar, Ariano Suassuna e Ana Maria Machado são alguns dos nomes que passaram pela FLUPP em 2012. A boa notícia é que a FLUPP volta no final desse ano e acontecerá na Vila Cruzeiro.

Encontro da Flupp Pensa do último sábado no Morro dos Macacos: Écio Salles, Marco Lucchesi, Ricardo Aleixo e Julio Ludemir

Novos escritores ganham visibilidade nas favelas cariocas

Não são apenas escritores anonimos que participam da FLUPP Pensa. Monique Nix, de 28 anos, também participou ano passado, escreve desde os 14 e há mais ou menos três anos sentiu a necessidade expor seus textos. Começou se apresentando no Sarau de Manguinhos, mas hoje já circula por vários outros. Resolveu participar da FLUPP para aguçar o seu lado mais técnico. “Sempre fui elogiada, mas sempre questionei até que ponto isso era verdade. Achava que as pessoas podiam estar só querendo me agradar. Os revisores da FLUPP não me conheciam, não tinham o porquê de querer me agradar, então era uma critica real mesmo. Essa critica é legal porque se o cara gosta, é porque gosta mesmo, e pô, isso fortalece”, falou a escritora.

Monique também participará da FLUPP Pensa esse ano com o mesmo objetivo de aumentar as críticas e amadurecer o seu texto. Pra ela também é muito importante estar envolvida por conta da visibilidade e dos contatos que faz com gente da mesma área. Monique já tem um livro pronto, que está em fase de revisão e deve ser lançado ainda esse ano. O livro, de ensaios, se chamará “Você está certo disso?”

O próximo encontro da Flupp Pensa será dia 25, às 17h na Cidade de Deus. O convidado será o Mc Smith. O funkeiro tem o costume de abordar em suas músicas temas como violência, valores morais e o dia a dia dos jovens da periferia.
A Flupp Pensa já começou, mas ainda é possível participar. As inscrições foram prorrogadas até o dia 30, e são feitas pelo site.

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Vila Aliança no mapa das Naves

por PACC | 11.02.2013
Publicado originalmente por Bia Aparecida 
no jornal Extra

Muito esperada pela comunidade, a Nave do Conhecimento Abdias do Nascimento, chega à Vila Aliança. Ela “pousa” com um simpático jardim a sua frente, ao lado de uma pista de skate, em frente ao centro cultural, ao lado da quadra do lugar.

O bairro surgiu em 1961 com um polêmico projeto habitacional, tem o menor Ìndice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Rio de janeiro, sofre com as circunstâncias que lhe são impostas todos os dias, mas também surpreende.

A Nave veio para sacramentar o que foi construído pela própria comunidade ao longo do tempo: um complexo cultural esportivo e, agora, tecnológico. Jefferson Alves, o administrador do espaço, pode contar com propriedade.

Ele, também chamado de Jê, nasceu e cresceu em Vila Aliança, acompanhou de perto e participou da tranformação do bairro. “Isso tudo aqui (mostrando a área onde ficam a Nave, pista, quadra e centro cultural) era um lixão, mal iluminado… criamos o centro cultural e vimos o lugar se transformar! A Nave do Conhecimento foi muito esperada e com uma expectativa muito grande”, comemora Jefferson.

Segundo o administrador e também fundador do Centro Cultural “História que eu conto”, o equipamento, a tecnologia e tudo que a Nave proporciona são inovadores, relevantes e serão muito úteis à comunidade. Vai servir para preparar os jovens para o mercado de trabalho, e, também – talvez, o mais importante -, para valorizar a comunidade e toda a região.

No dia 3 de fevereiro, último domingo, a inauguração do espaço levou cerca de 300 pessoas a conferir de perto a novidade. A sessão de cinema foi um sucesso. O filme “Rio” foi exibido no “olho” da Nave. Faltaram cadeiras. “As crianças vinham com bacias de pipoca!”, diz Jê.

“Acho que a Nave veio para desconstruir de vez essa coisa de ‘cidade partida’. O que Vila Aliança conseguiu foi uma parceria com o Poder Público. É a primeira Nave dentro de uma comunidade ‘não-pacificada’. Mostra que é possível”, explica Jefferson.

No mínimo, revolucionário!

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Nave do Conhecimento de Vila Aliança é inaugurada!

por PACC | 04.02.2013
Publicado originalmente no blog A História que Eu Conto

É com enorme satisfação que nós do Centro Cultural A História Q Eu Conto; o vice prefeitoAdilson Pires; moradores do Complexo de Vila Aliança e Senador Camará convidam a todos para celebrar o grande passo para o Desenvolvimento da região. Neste domingo [03/02/2013] a partir das11:30h será inaugurada a Nave do Conhecimento Vila Aliança, anexa ao Centro Cultural. Durante todo o processo de planejamento e construção, participamos diretamente até chegarmos a este dia. As Naves, seis ao todo, homenageiam um jornalista, o homenageado será o grande escritor, jornalista, deputado e senador, grande líder do movimento negro Abdias do Nascimento. Venham comemorar conosco e fazer nosso domingo mais feliz com a sua presença!

Galeria de Fotos

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Nave do Conhecimento do Complexo de Vila Aliança e Senador Camará será inaugurada em breve!

por PACC | 16.01.2013
Publicado originalmente no blog A História que Eu Conto

As obras da NAVE do CONHECIMENTO do complexo de Vila Aliança e Senador Camará estão em sua reta final. Referência em Alta Tecnologia, o espaço que será inaugurado em breve, será um grande polo de inclusão digital, composta por equipamentos à disposição dos usuários, permitindo acesso à Internet, com cursos que abrangerão conteúdos nas áreas de Tecnologia da informação, Produção gráfica, Web Design, Computação Gráfica, Robótica entre outros.

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“3 Loucos – Desejo e Gesto”!

por PACC | 16.01.2013
Publicado originalmente no blog A História que Eu Conto

Na sessão #Arquivo da semana, o vídeo “3 Loucos – Desejo e Gesto”, onde Luiz Fernando Sarmento, mostra depoimentos dos criadores do Centro Cultural A História Que Eu ContoSamuel Muniz de Araújo – SamucaJeferson Cora – George Cleber Alves dos Santos – Binho. Dividido em partes, essa edição mostra Samuca,  que fala da importância da família no processo de reestruturação: “Tinha a minha família, que é a base pra você recomeçar. São referências que não devem se perder, a família. Pai, mãe, irmãos, é aquilo ali que mantém a estrutura de pé… “.
O Educador também fala sobre a fundação do Centro Cultural e a história de resgate e pertencimento, que está sendo contada no Complexo de Vila Aliança: “A História está sendo escrita para que as pessoas talvez daqui a 5 anos não tenham receio em falar: “Eu Moro em Vila Aliança, eu moro em Senador Camará quando forem arrumar emprego ou alguma coisa, para que elas sintam prazer em dizer isso; assim como outras pessoas que só vêem o que é divulgado pela mídia, como uma zona de risco. Vila Aliança é um lugar que tem pessoas e seres-humanos com valor e que estão batalhando para que “esse valor” seja mostrado. Trabalhar o Amor, o resgate do pertencimento e a Auto-estima, que vem se perdendo ao longo do tempo.. ” concluiO video foi feito em 2009, mas é super atual, já que os “3 loucos” trabalham diariamente nesses objetivos.

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Jornal Futura mostra encontro de “Redes Comunitárias” no Centro Cultural A História Q Eu Conto

por PACC | 12.01.2013
Publicado originalmente no blog A História que Eu Conto

No #Arquivo de hoje, assistam a reportagem feita pelo Jornal Futura no Centro Cultural A História que Eu Conto, sobre o encontros das “Redes Comunitárias” que ocorreram em nosso espaço. Em parceria com o Sesc e outras instituições, os encontros tiveram grande importância no fomento e troca de experiências entre os produtores culturais da região.

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Literatura de Cordel para download

por PACC | 10.12.2012
Publicado originalmente por Eduardo Borzino no AfroReggae

Literatura de cordel para download. Foto: divulgação

Agora você já pode ler algumas obras de literatura de cordel em formato digital, 40 livros foram disponibilizados para download. Para baixar os livros, CLIQUE AQUI, o download é gratuito e legal. As obras são de autores como Leandro Gomes de Barros e Guaipuan Vieira, ambos são integrantes da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Veja também:

“O Navio Negreiro”, de Castro Alves, ganha versão hip-hop 

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Coleção Tramas Urbanas Extra

por PACC | 05.12.2012

Na virada do século XX para o XXI, a nova cultura da periferia se impõe como um dos movimentos culturais de ponta no país, com feição própria, uma indisfarçável dicção proativa e um claro projeto de transformação social. Esses são apenas alguns dos traços de inovação nas práticas que atualmente se desdobram no panorama da cultura popular brasileira, uma das vertentes mais fortes de nossa tradição cultural.Ainda que a produção cultural das periferias comece hoje a ser reconhecida como uma das tendências criativas mais importantes e, mesmo, politicamente inaugural, sua história ainda está para ser contada. É nesse sentido que a coleção Tramas Urbanas tem como objetivo maior dar a vez e a voz aos protagonistas desse novo capítulo da memória cultural brasileira. Tramas Urbanas é uma resposta editorial, política e afetiva ao direito da periferia de contar sua própria história.

Heloisa Buarque de Hollanda

[ Leia mais sobre a Coleção Tramas Urbanas]

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Samuca! Conheça essa história

por PACC | 02.12.2012
Publicado originalmente no blog A História que Eu Conto

No #Arquivo de hoje, o músico e educador social Samuca Muniz, um dos fundadores do Centro Cultural A História Que Eu Conto. Grande referência para todos nós, Samuca possui uma história de vida incrível, de força de vontade e superação. Em entrevista a coluna “Bate-papo”do RJ TV, o educador revela ao jornalista Edney Silvestre, um pouco dessa história e sobre sua trajetória musical.
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Centro Cultural A HIstória que Eu Conto

por PACC | 01.12.2012
Publicado originalmente no Mapa de Cultura RJ

Samuel Muniz de Araújo, o Samuca, era um assaltante visado no Rio de Janeiro na década de noventa. Foi preso, condenado, cumpriu pena e, posto em liberdade, deu outro rumo a sua vida. Hoje Samuca é uma das lideranças da ong Centro Cultural A História que Eu Conto, no conjunto habitacional Vila Aliança. O Centro atende à comunidade de baixa renda com projetos de integração familiar, sustentabilidade e mercado de trabalho. “A dificuldade financeira contribui bastante para que os garotos entrem no crime e as meninas na prostituição”, afirma Samuca. Sabe bem do que está falando. Nas ruas da Vila Aliança, ele cresceu em meio à violência e às dificuldades de uma família com nove irmãos. Começou a trabalhar aos onze anos, como ajudante de oficina, depois camelô e auxiliar de pesca. Com a morte da mãe, o rapaz conta que “a cabeça virou”. Dos 16 aos 22 anos, usou drogas, assaltou e sequestrou. Ganhou fama de bandido esperto na comunidade e o respeito do alto escalão do crime.Samuca foi condenado a quinze anos de prisão por sequestro. Em novembro de 1996, foi transferido para uma unidade semiaberta. Ali decidiu abrir mão das drogas e divulgar sua história para crianças e jovens. A mudança não foi fácil. “Quando eu saí da prisão, me ofereceram controle do tráfico, uma pistola e até proposta de sequestro”, conta Samuca, que preferiu investir em uma banda de pagode e, mais tarde, no Centro Cultural A História que Eu Conto. A ong é gerida junto com Jeferson Cora, o Jê, e George Cleber, o Binho, e tem o apoio de trinta voluntários. As histórias de superação do trio servem de exemplo para a comunidade.O Centro é ponto de cultura e está localizado na divisa entre os bairros de Vila Aliança e Senador Camará. “Ele não é mais a história do Samuca. É a história das pessoas que querem mudar o contexto em que vivem”, diz Samuca. Lá são atendidos mais de 100 alunos entre 8 e 16 anos em cursos de teatro, grafite, serigrafia, inglês, dança de rua, capoeira, modelagem, padaria , confeitaria, reforço escolar e pré-vestibular. A ong também sedia a Escola de Misses, que prepara moças da periferia, entre 18 e 25 anos, para participarem do Miss Brasil. Mantém ainda uma biblioteca com cinco mil títulos.As atividades não param por aí. Com uma carteira extensa de parceiros, o Centro Cultural A História que Eu Conto realiza encontros de redes comunitária para ajudar a implementar projetos semelhantes em outras comunidades. Capacita educadores sociais; dá oficinas de aproveitamento do côco verde, que representa 60% do lixo recolhido na orla carioca, como vasos decorativo. No espaço também acontecem as apresentações da Companhia Teatral A História Que Eu Conto, formada por jovens da Vila Aliança.

SERVIÇO

Endereço: Rua Antenor Correia 1, Senador Camará, Rio de Janeiro, RJ
Telefone: (21) 2184 2430
Site: http://ahistoriaqueeuconto.blogspot.com.br/

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Biblioteca Pretos Novos lança acervo de obras sobre temática africana

por PACC | 27.11.2012
Publicado originalmente no AfroReggae

African Books - Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira, 28/11/12, a Biblioteca Pretos Novos, situada em cima de três sítios arqueológicos – indígena, europeu e africano – abriu mais um espaço para a pesquisa, preservação e divulgação da memória viva da identidade brasileira. Um coquetel com apresentação do Grupo Chorões da Harmonia e um Bate-papo sobre Educação nos Terreiros com Stela Guedes Caputo, inaugurou um acervo com cerca de 450 obras especializadas na temática Africana e Afro-brasileira. Segundo informações da curadora Kate Lane, que é Mestra em Artes (UERJ), doutoranda em Artes Visuais (UFRJ) e especialista em estética afro-brasileira: “A coleção e a estrutura, adquirida por meio de doações de parceiros e colaboradores da instituição, entre eles o Ministério da Cultura, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, Ponto de Cultura e a Pallas Editora, conta com publicações em diversas áreas do conhecimento e está disponível para consulta pública e gratuita no local. Por este motivo, a organização do acervo foi cuidadosamente pensada de maneira a facilitar o acesso do leitor às obras”.

O público poderá conferir gratuitamente, entre obras de referência e periódicos: livros de literatura, artes visuais, teatro, cinema, música, história, antropologia/sociologia, religião e infanto-juvenil, além de mais quatro sessões que se relacionam ao objetivo, história e memória do próprio IPN: arqueologia, Rio de Janeiro e Zona Portuária. O acervo conta ainda com obras esgotadas ou pouco acessíveis no mercado editorial, publicações em inglês e espanhol e um pequeno espaço reservado à cartografia, com mapas raros da África. Anote aí e visite a Biblioteca:

SERVIÇO
ACERVO DE 450 LIVROS SOBRE A TEMÁTICA AFRICANA
BIBLIOTECA DOS PRETOS NOVOS
INSTITUTO DE PESQUISA E MEMÓRIA PRETOS NOVOS
ENDEREÇO: RUA PEDRO ERNESTO, Nº 32/34
ENTRADA FRANCA – CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

Saiba mais:

Coquetel de Abertura da Biblioteca Temática Pretos Novos

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Flupp: a arte do mundo vai à comunidade

por PACC | 07.11.2012
Publicado originalmente no AfroReggae

FLUPP Pensa. Criação: Divulgação

Entre os dias 7 e 11 de novembro vai rolar no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, a festa que tem sido esperada desde abril deste ano: a FLUPP Pensa. A Festa Literária Internacional das UPPs, inspirada no evento de Paraty (FLIP), é o resultado de 16 ações realizadas em 13 comunidades cariocas pacificadas, sempre levando um autor conhecido para comandar a oficina literária. Através delas, 44 novos escritores foram descobertos e terão seus textos publicados em um livro lançado durante a Festa.

O homenageado da primeira edição do FLUPP Pensa será o escritor Lima Barreto, o carioca que colocou o subúrbio no mapa da Literatura Brasileira.

Mais informações e a programação completa da Festa Literária no site FLUPP Pensa.

Veja o que já rolou sobre a FLUPP:

FLUPP procura novos autores no Alemão. Participe!

Autores de Vigário participaram da FLUPP com Elisa Lucinda

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Binho Cultura fala sobre empreendedorismo e ocupações artísticas ao site da Secretaria de Cultura do RJ

por PACC | 26.10.2012
Publicado originalmente no blog A História que Eu Conto

George Cleber, conhecido como Binho Cultura, fala sobre as políticas públicas para cultura no estado do Rio de Janeiro em entrevista concedida à equipe do Plano Estadual de Cultura. Binho, formado em Ciências Sociais, é gestor do Centro Cultural A História Que Eu Conto, Ponto de Cultura que atende o Complexo de Vila Aliança e Senador Camará, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Articulado junto às secretarias de educação e cultura, o centro cultural fundado por Binho, Samuca e Jeferson Cora oferece à comunidade oficinas de artes, exposições e a Biblioteca Quilombo dos Poetas.
Durante a entrevista, Binho falou sobre a política dos Pontos de Cultura e a ocupação cultural como iniciativas bem sucedidas que deveriam ser fomentadas e cada vez mais valorizadas no estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, a sociedade civil organizada dialogando com os poderes público e privado faz valer seus direitos sem perder sua identidade – como é o caso dos grupos que, não tendo como bancar uma sede própria, se utilizam da ocupação cultural de espaços obsoletos, agregando a eles arte e cultura. Para Binho, é necessário potencializar os agentes culturais como empreendedores: “o trabalho artístico de qualidade já temos. Agora o que precisamos é deixar de ser apenas um abre-alas para protagonizar”.
Binho defende, principalmente, a importância da sustentabilidade em seus empreendimentos culturais e coloca sua visão em relação ao empreendedorismo e à economia criativa, quando cita as iniciativas culturais bem sucedidas no estado do Rio de Janeiro. Para o cientista social, é preciso fazer com que a cultura dialogue mais com outros setores como, além da educação, a assistência social e o saber popular. Ele julga necessário valorizar mais o “fazedor” de cultura, aquele que vive disso e para isso – a maior potencialidade do estado do Rio de Janeiro é, afinal, o próprio cidadão fluminense.
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Coleção Tramas Urbanas

por PACC | 10.10.2012

Objetivo

Esta proposta, pretende criar a coleção Tramas Urbanas, um conjunto de livros, que expresse e divulgue o trabalho de jovens pensadores, artistas e lideranças que falem a partir ou identificados com um lugar pouco ouvido, a favela.

Os novos movimentos culturais vindo das favelas e periferias das grandes cidades, mais conhecido pelo impacto de sua produção artística e visual, tem gerado também intelectuais orgânicos que começam a produzir um conhecimento autônomo e extremamente importante em torno das questões culturais, sociais e políticas emergentes.

A reflexão produzida por estes novos intelectuais e/ou ativistas e por alguns outros pensadores afins, de alguma forma inseridos no trabalho contra a exclusão cultural, ao contrário das demais manifestações artísticas similares, é totalmente desconhecido pelo público. Por outro lado, alguns intelectuais não originários das favelas ou zonas urbanas periféricas vêm se identificando diretamente com este fluxo cultural e artístico criando uma grande rede de integração e conexão sintonizadas numa mesma latência cultural e ideológica.

A importância, e mesmo a urgência, de sua divulgação será dar visibilidade ao surgimento da reflexão de teóricos, críticos, historiadores e pesquisadores que, pela primeira vez na nossa história, interpelam, a partir de um ponto de vista local, alguns consensos questionáveis das elites intelectuais

Conceito editorial

Para um projeto visual mais sintonizado com os temas tratados pela coleção e para que possam ser distribuídos com preço acessível, os livros terão um formato de livros de bolso e seu projeto gráfico, a cargo do grupo Flash back crew, vinculado a uma estética hip hop.

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Clique nas capas abaixo para fazer o download dos títulos da Coleção Tramas Urbanas, publicados pela Aeroplano Editora

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A Nave do Conhecimento de Vila Aliança está chegando…

por PACC | 05.10.2012
Publicado originalmente no blog A História que Eu Conto
Fotos CCHC 

Registro da Obra de implantação da Nave do Conhecimento de Vila Aliança

Ela está chegando! a construção da Nave do Conhecimento está em sua fase final. Aguardada por moradores de toda região, a Nave formará ciber-cidadãos no Complexo de Vila Aliança e Senador Camará. Referência em Alta Tecnologia, será um grande polo de inclusão digital, composta por equipamentos à disposição dos usuários, permitindo acesso à Internet, com cursos que abrangerão conteúdos nas áreas de Tecnologia da informação, Produção gráfica, Web Design, Computação Gráfica, Robótica entre outros. Veja mais fotos da implantação.
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Projeto “PROTAGONISMO CULTURAL” em Festa! Comemoração agita A História Que Eu Conto

por PACC | 27.09.2012
Publicado originalmente no blog A História que Eu Conto

Comemorando o Projeto “Protagonismo Cultural”, o Centro Cultural A História Que Eu Contoconvida a todos para confraternizar conosco dia 29 de setembro [Sábado], essa “História” que está sendo contada no Complexo de Vila aliança e Senador Camará. A confraternização ocorrerá das 09 as 13h e contará com a atuação de nossos alunos em diversas atividades culturais. Haverá Apresentações Teatrais, exibição do filme “Bullyng” [realizado por alunos do Cinema], Danças UrbanasExposição de Graffiti e muito mais. Nossa sede localiza-se na Rua Antenor Correia, 01, ao lado da Nave do Conhecimento e próximo a Praça do ponto final do ônibus 926. Amigos, pais, moradores, parceiros e todos que sempre estiveram na torcida pelo nosso trabalho, venham! Será um dia especial.
O Protagonismo contribui para o acesso à Pluralidade Cultural com foco na visibilidade dos principais agentes culturais, jovens e atuantes com poucas oportunidades e acesso aos bens culturais. Patrocinado pela Secretaria de Cultura do Estado, através da Lei de Incentivos Fiscais e da Petrobras, o projeto oferece oficinas gratuitas a adolescentes de 12 a 18 anos.
“A História Que Eu Conto”
O Centro Cultural A História Que Eu Conto [CCHC], é uma instituição sem fins lucrativos, criada a partir do “Encontro de Sonhos” de três moradores da Comunidade de Vila Aliança:Samuel Muniz [Samuca], George Cléber [Binho Cultura] e Jeferson Cora [Jê], com o intuito de “promover o acesso à cultura, resgatar o sentimento de pertencimento e principalmente evidenciar a valorização histórica do Complexo de Vila Aliança e Senador Camará”. Desde 2008 a instituição ocupa as antigas instalações da Escola Municipal Austregésilo de Athayde, fechada em 2007 devido a confrontos na região. Em seus 4 anos de funcionamento, o CCHC já beneficiou mais de 600 jovens e atualmente abriga diversas oficinas e atividades culturais gratuitas, além da Biblioteca Comunitária Quilombo dos Poetas, com mais de 5 mil exemplares, uma ilha de edição e oficinas de Cinema, Fotografia entre outras.
O movimento que teve início com a ocupação da antiga escola, obteve seu reconhecimento com a obtenção da Cessão de Uso do espaço em 2010, e o comprometimento da Prefeitura com a construção da nova sede do Centro Cultural. A nova sede fará parte de um complexo que contará também com uma quadra poliesportiva, um skateparque e “Nave do Conhecimento” [todos com obras em finalização]. Esse reconhecimento por parte do poder público, deve-se à luta incansável do Centro Cultural pelo desenvolvimento Local e reconhecimento das iniciativas positivas existentes no complexo de Vila aliança e Senador Camará. “Trabalhamos o Amor, o resgate do pertencimento e a Auto-estima, que vem se perdendo ao longo do tempo. Essa História está sendo escrita para que as pessoas talvez daqui a 5 anos tenham prazer em falar: “Eu Moro em Vila Aliança!”, um lugar maravilhoso, com pessoas e seres-humanos de valor, que estão batalhando para que “esse valor” seja mostrado.”
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A volta da realidade das margens

por PACC | 13.09.2012
Publicado originalmente por Paulo Roberto Tonani do Patrocínio na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea

O presente artigo busca discutir a permanência de formas de representação da periferia urbana que se baseiam no Realismo. É com esta orientação que proponho tecer comentários acerca de parte da produção literária contemporânea, sobretudo da prosa que narra as situações de marginalização nas grandes metrópoles do Brasil. O caminho a ser explorado alcança como ponto de ancoragem uma leitura dos textos contemporâneos que possibilite colocar em destaque os aspectos que evidenciam o retorno de um projeto literário que possui como principal eixo a busca por um exame da realidade brasileira no âmbito da ficção.

> Leia a íntegra do artigo “A volta da realidade das margens”