pos_doc2013_thumbQueridos pesquisadores,

É com muito prazer que convidamos a todos  para o Pós-Doc do dia 10 de outubro (quinta-feira), a ser realizado na sala João do Rio da Faculdade de Letras (Fundão). Vejam abaixo a programação e neste link como chegar.

13h30 Abertura

14h /14h45 Apresentação de relatório final Luis Carlos Agner Caldas: Práticas emergentes de leitura. Supervisão: Cristiane Costa

Sinopse: O presente trabalho propõe uma avaliação de comunicabilidade, usabilidade e arquitetura de informação de aplicativos jornalísticos para tablets, com base no aporte teórico proveniente da Ergonomia, da Interação Humano-Computador (IHC), da Semiótica e dos Estudos Culturais do Software. A pesquisa objetivou identificar e mapear a emergência de novas possibilidades e práticas de leitura, que foram abertas com a introdução e apropriação de recentes tecnologias (os dispositivos móveis de leitura). Coube-nos o desafio de investigar se, e de que forma, as recentes tecnologias de produção e consumo da informação jornalística influenciaram a efetividade, a eficiência e a satisfação (leia-se usabilidade).

A partir deste contexto, o trabalho se direcionou para um estudo de caso e focalizou a recepção de conteúdos noticiosos distribuídos pelo vespertino digital O Globo A Mais, uma publicação para Ipad lançada pelo jornal carioca O Globo.  A pesquisa procurou oferecer parâmetros para orientar o Design, a editoração visual e de conteúdos, e o processo de criação de interfaces, de forma a garantir a qualidade da interação gestual com os conteúdos noticiosos em tablets. 

14h45 / 15h45– Debate em formato Call for Problems 

15h45 / 16h– Intervalo

16h /16h45 – Apresentação de relatório final: Adenildo Vasconcelos: ”Tem história pra contar, seu moço? As noções de saúde e doença entre os moradores de Manguinhos”. Supervisão Ilana Strozenberg

Sinopse: O estudo foi realizado na Favela de Manguinhos, bairro de Manguinhos, Rio de Janeiro onde o pesquisador também se insere como morador. Como metodologia foram adotadas técnicas favoráveis ao diálogo e a construção colaborativa como “bate-papos” coletivos em vias públicas, salão de cabeleireiro, botequins e residências. Nesses encontros, que beiravam a informalidade científica, o objetivo principal era abordar o tema Saúde-Adoecimento-Cura, respondendo as seguintes questões norteadoras: 1) Quais os conceitos sobre Saúde-Adoecimento-Cura presentes na cultura da comunidade de Manguinhos? 2) Quais as práticas que nossos pais, avós, vizinhos utilizavam para resolver problemas relacionados à saúde? 3) Essas práticas ainda são utilizadas ou se perderam no tempo? 4) Utilizamos alguma? 5) Se houve mudança no uso dessas práticas, porque será que elas aconteceram? Como forma de aumentar a capacidade de abrangência e de resgate da memória foi permitido no estudo buscar a participação de antigos moradores da comunidade, deslocados pelos diferentes tipos de remoções para outras áreas da cidade. Esses contatos foram realizados em visitas domiciliares e também por e-mails. Consideramos que a realização do estudo foi importante para a valorização da cultura da comunidade, pois através dele foi possível compartilhar conhecimentos, experiências vividas e entender a forma comunitária de lidar com assuntos relacionados ao tema Saúde-Adoecimento-Cura. Além dos produtos finais obrigatórios para a conclusão do estágio de pós-doutoramento (relatório final, produção de artigo e de verbete sobre o tema da pesquisa), a presente pesquisa prevê ainda a construção de produtos colaborativos como um livro e um CD-ROM com os resultados do estudo, nos quais os participantes foram convidados a co-autorar as obras. Discute-se também a criação de um canal através do qual seja possível dar continuidade ao resgate da cultura local, como a construção de um blog e/ou informativo comunitário, esse último considerando-se as limitações de acesso a Internet por parte da população local.

16h45/ 17h45. – Debate em formato Call for Problems.

Local: Sala João do Rio – Faculdade de Letras / Fundão

Confirmem presença e até lá!
Um abraço,  Ilana Strozenberg e Patrícia Farias
Coordenadoras